Ela tinha menos de 20% de chance de sobreviver

Aos 24 anos, Franciele Comin enfrentou uma batalha pela vida e chegou a se despedir dos pais em uma ligação da UTI

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Em maio de 2021, aos 24 anos, Franciele Comin, hoje com 29, começou a sentir fortes dores de cabeça, que pioraram progressivamente. Após exames de sangue apontarem alterações, ela ficou internada por quatro dias, mas recebeu alta sem um diagnóstico definido.

No dia seguinte, a dor se intensificou. Franciele procurou outro pronto atendimento, foi medicada e liberada após a melhora dos sintomas.

Porém, a caminho de casa, sofreu convulsões dentro do carro, na presença dos pais. Levada novamente ao hospital, foi transferida para Porto Alegre (RS), onde recebeu o diagnóstico de trombose venosa cerebral. Sua mãe, Vera Lúcia Comin, de 64 anos, afirma que os médicos deram à filha menos de 20% de chance de sobreviver.

Trombose venosa cerebral (TVC)

Ocorre quando um coágulo obstrui as veias responsáveis pela drenagem do sangue do cérebro. Entre os sintomas estão dor de cabeça persistente, alterações visuais, dificuldade para falar, convulsões e confusão mental. Em casos graves, pode levar ao coma.

O diagnóstico é feito por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. A doença pode causar inchaço cerebral, aumento da pressão intracraniana, infarto venoso e hemorragia. Sem diagnóstico e tratamento adequados, pode deixar sequelas permanentes e levar à morte.

Fonte: Sociedade Brasileira de AVC

ANTES

Quando só restava crer

Franciele entrou em coma e, por isso, conhece parte do que aconteceu naquele período apenas pelos relatos da família. Enquanto acompanhava o estado de saúde da filha, Vera orava por sua recuperação e tomava, em favor dela, a água consagrada na Universal.

Na terceira noite do coma, Franciele despertou e pediu para falar com os pais. Como estava na UTI, solicitou uma videochamada. Sentindo dores intensas e acreditando que morreria, despediu-se: “Eu não vou passar desta noite. Quero que vocês continuem bem”.

A ligação abalou Vera. “Eu me senti impotente por não poder ajudar, mas sabia que Deus estava com ela”, recorda. Em seguida, pediu aos familiares que também orassem pela filha. “Eu acreditava que, quanto mais gente orando, mais força teria aquela oração”, revela.

Naquela madrugada, Vera e o pai de Franciele, Valdir Comin, de 63 anos, ajoelharam-se em oração, confiando a vida da filha a Deus. Pouco depois da ligação, Franciele voltou a ficar inconsciente.

Uma nova batalha

No dia seguinte, Franciele recuperou a consciência. Inicialmente, reconhecia apenas os pais e o irmão e tinha dificuldades para andar, falar, ler e escrever. “Os médicos disseram que era como se ela tivesse voltado a ser uma criança”, relembra Vera.

Após a alta hospitalar, Franciele dependia da mãe para tomar banho e se alimentar. “Foi muito triste. Todos os dias eu precisava falar dos familiares para ela reconhecer. Até mexer no celular ela tinha esquecido”, conta.

A recuperação exigiu quatro meses de fisioterapia, cinco de fonoaudiologia e cinco meses de afastamento do trabalho. Aos poucos, Franciele recuperou a memória, os movimentos e a autonomia.

Antes da internação, Franciele já frequentava a Universal e havia se batizado nas águas, mas reconhece que ainda não havia se entregado totalmente a Deus. Cerca de três meses após voltar para casa, quando sua memória estava quase totalmente restabelecida, recebeu a visita de um pastor, que orou por ela e a incentivou a retornar à Igreja.

DEPOIS

“Aquele problema me fez despertar”

“Foi quando tudo mudou. Eu fui à Igreja e, desde aquele dia, não parei mais. Eu agradeço tanto a Deus, porque foi aquele problema que me fez despertar”, afirma.

Hoje, Franciele trabalha normalmente, não precisa de medicamentos e não apresenta restrições decorrentes da doença.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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Autor

Núbia Onara / Fotos: Cedidas