Vape aumenta os riscos à saúde entre os jovens

Casos recentes reforçam os alertas de autoridades e órgãos de saúde sobre os riscos do cigarro eletrônico, que continua proibido no Brasil

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O uso de cigarros eletrônicos tem preocupado especialistas e autoridades de saúde. Embora muitas pessoas considerem o vape uma alternativa menos prejudicial ao cigarro tradicional, o dispositivo pode provocar sérios danos ao organismo.

Nos últimos meses, casos envolvendo jovens brasileiros reforçaram esse alerta.

Casos recentes reforçam o alerta

Aos 24 anos, Luan precisou passar por uma cirurgia de emergência após sofrer um pneumotórax, condição em que há acúmulo de ar entre o pulmão e a parede do tórax. Segundo familiares, ele apresentava dores no peito e falta de ar após o uso prolongado de cigarros eletrônicos. Por causa da gravidade do quadro, o jovem foi internado e permaneceu cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Já Laura Beatriz recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão após utilizar vape por cerca de quatro anos. Durante o tratamento, precisou retirar parte do pulmão direito. Após a recuperação, decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais para alertar outras pessoas sobre os riscos do cigarro eletrônico.

Embora não seja possível afirmar que o vape tenha sido a única causa dos problemas de saúde enfrentados pelos dois jovens, os casos reforçam os alertas feitos há anos por especialistas e órgãos públicos.

Confira, abaixo, a reportagem completa:

O que dizem os órgãos de saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cigarros eletrônicos não são seguros. O órgão alerta que esses dispositivos podem conter substâncias tóxicas, provocar dependência de nicotina e aumentar o risco de doenças, principalmente entre crianças e adolescentes.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) também faz o mesmo alerta. Segundo o instituto, o vapor inalado pode conter compostos cancerígenos, metais pesados e outras substâncias prejudiciais à saúde. Além disso, o uso frequente pode favorecer o desenvolvimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Por esse motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém proibidas a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de cigarros eletrônicos no país. Nesse sentido, segundo a agência, a decisão foi mantida com base nas evidências científicas disponíveis.

É possível vencer o vício

Apesar dos riscos, muitas pessoas têm dificuldade para abandonar o cigarro eletrônico. Isso acontece porque a nicotina presente nesses dispositivos pode causar dependência. Além disso, o vape costuma estar associado à influência de amigos, à curiosidade e à falsa percepção de que oferece menos riscos à saúde.

Foi o que aconteceu com Kaique, que encontrou uma nova direção ao buscar ajuda espiritual. Depois de se afastar da igreja, ele passou a frequentar festas, consumir bebidas alcoólicas e usar cigarro eletrônico. A realidade começou a mudar quando ele aceitou um convite para participar das reuniões da Força Jovem Universal (FJU). Com o passar do tempo, abandonou os vícios, se batizou nas águas e recebeu o Espírito Santo. Hoje, afirma viver uma realidade completamente diferente da que experimentava antes.

Assim como Kaique, muitas pessoas conseguiram vencer diferentes tipos de dependência. Para ajudar quem deseja se libertar dos vícios, a Universal realiza o projeto Vício Tem Cura. As reuniões acontecem todos os domingos, às 15h, e oferecem orientação espiritual e apoio a quem busca vencer a dependência do cigarro, álcool, drogas, jogos, pornografia e outros vícios. Procure uma Igreja Universal mais próxima e participe. 

Confira abaixo mais um relato de superação:

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Colaborador

Ester Lima | Foto: iStock