Por que ignorar a dor pode destruir a sua vida

No encontro do Godllywood Autoajuda deste sábado (25), Cristiane Cardoso explicou que quando ela não é tratada, influencia decisões, relacionamentos e a vida espiritual

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A dor foi o tema central da reunião do Godllywood Autoajuda de julho, realizada neste sábado (25), às 18h, conduzida por Cristiane Cardoso. No início do encontro, ela refletiu que, quando não é tratada, a dor deixa de ser apenas um alerta e passa a influenciar pensamentos, atitudes e decisões.

Durante a mensagem, ela explicou que muitas mulheres convivem com feridas emocionais sem perceber que a dor representa um sintoma. Assim como a dor física alerta para um problema no corpo, a dor da alma revela que existe algo que precisa ser tratado. “A dor não é um ‘pet’ de estimação. Ela é consequência de algo que está errado”, disse.

A dor pode estar controlando a sua vida 

Cristiane alertou que o grande perigo está em transformar a dor em parte da própria identidade, ou seja, se apegar à dor. Em vez de buscar a cura, muitas pessoas se acostumam com o sofrimento e passam a agir guiadas por ele. 

Como exemplo, ela citou a personagem Gomer, da série Amor em Ruínas, exibindo no telão um pequeno trecho às presentes. Marcada por profundas feridas, a personagem rejeita ajuda e reage de forma agressiva às pessoas que tentam se aproximar. 

Segundo Cristiane, esse comportamento também acontece na vida real. Quem não trata as próprias feridas acaba transmitindo sua dor aos outros. 

“Uma pessoa machucada, machuca outras pessoas”, destacou.

Ela explicou que esse ciclo frequentemente começa na infância. Crianças expostas aos conflitos dos pais, por exemplo, acabam sendo atingidas por problemas que não criaram. Sem saber como lidar com essas experiências, muitas carregam essas marcas para a vida adulta e passam a reproduzir o mesmo comportamento. 

Escolhas motivadas pela dor 

Outro ponto abordado foi o impacto das feridas emocionais nas decisões do dia a dia. De acordo com Cristiane, quando a dor permanece sem tratamento, ela influencia escolhas importantes. 

Entre os exemplos citados, estão pessoas que: 

  • se casam para fugir dos problemas familiares; 
  • têm filhos para tentar salvar o casamento; 
  • trabalham excessivamente para evitar voltar para casa; 
  • recorrem aos vícios para escapar da realidade; 
  • entram em relacionamentos para preencher a carência emocional. 

Segundo ela, nenhuma dessas decisões resolve a origem do sofrimento. Pelo contrário, apenas cria novos problemas, porque a raiz da dor está ali intacta. 

Resolva a causa da dor. Não se apegue a ela

Cristiane lembrou que a dor entrou na humanidade como consequência do pecado. Ela citou Gênesis 3:16 para mostrar que, após a queda, o sofrimento da mulher foi multiplicado. 

E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 

Além disso, ela destacou que, atualmente, muitas pessoas minimizam o pecado ou tentam justificá-lo. Entretanto, a Bíblia ensina que “o pecado, depois de consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). 

Por isso, segundo ela, Jesus pagou um alto preço para libertar o ser humano do pecado, mas esse sacrifício não deve servir como justificativa para continuar vivendo no erro. 

Curar a raiz exige arrependimento 

Cristiane explicou que muitas pessoas evitam descobrir a origem da própria dor porque isso exige mudanças práticas, como reconhecer os próprios erros, perdoar e abandonar atitudes que alimentam o sofrimento.

“O erro dos outros não pode definir a sua vida”, afirmou.

Ela ressaltou que, quando a dor não é tratada, ela transborda em forma de agressividade, ressentimento, rompimentos, ódio e outros comportamentos destrutivos. Por isso, o foco não deve estar apenas nos erros cometidos pelos outros, mas principalmente naquilo que cada pessoa precisa corrigir diante de Deus. 

Rasgar o coração diante de Deus 

Ao falar sobre a solução para essa realidade, Cristiane citou Joel 2:13, que convida o povo a rasgar o coração e não apenas as vestes. 

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.  

Ela explicou que esse “rasgar o coração” representa um arrependimento verdadeiro, acompanhado da disposição de abandonar o pecado e mudar de vida. 

Segundo ela, converter-se a Deus não significa tornar-se um fanático religioso, mas reconhecer a necessidade de abandonar aquilo que desagrada ao Senhor. 

Cristiane também observou que muitas pessoas desejam receber o Espírito Santo, mas continuam guardando a dor, o ressentimento e o pecado no coração. Enquanto apresentam uma aparência de fé, não entregam a Deus aquilo que realmente precisa ser transformado. 

Uma vida livre da influência da dor 

Na conclusão da reunião, Cristiane afirmou que, quando a raiz da dor é tratada, as atitudes e os erros de outras pessoas deixam de controlar a vida de quem sofreu. Dessa forma, a pessoa passa a viver de forma livre, sem permitir que o passado determine seu presente ou seu futuro.

Ao final do encontro, ela convidou as participantes a se aproximarem do Altar para renunciar à dor, buscar a presença de Deus e entregar aquilo que carregavam no coração. 

Além disso, lembrou o ensinamento de Jesus sobre tirar primeiro a trave dos próprios olhos antes de olhar para o cisco no olho do próximo. Assim, a orientação final, segundo ela, é que cada mulher examine a própria vida, trate o próprio pecado e permita que Deus realize uma transformação verdadeira, começando pela raiz do problema.

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Assista à reunião completa

Por fim, se você perdeu a reunião do Godllywood Autoajuda deste sábado, a mensagem completa já está disponível no UNIVER Vídeo.

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Fotos: Guilherme Branco, reprodução e iStock