Não entregue seu diferencial à IA
Aprenda a usar a inteligência artificial sem perder sua criatividade, senso crítico e identidade
A inteligência artificial (IA) alcança 93% dos brasileiros de acordo com a pesquisa Consumo e Uso de IA no Brasil, divulgada em 2025. Até agora, não há dúvidas de que a ferramenta ajuda a automatizar tarefas. Contudo, apenas 54% dos trabalhadores entendem o que é a IA. Sinal disso é que muitos a empregam em várias ocasiões sem a real necessidade de usá-la, talvez por comodidade ou até preguiça, e sem revisar o resultado. Dessa forma, eles podem estar perdendo seus diferenciais profissionais, entre outras consequências.

Fascínio
Para Elaine Coimbra, fundadora e CEO da Foster, agência digital especializada em inteligência artificial do grupo WPP, e vice-presidente de marketing da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), o uso exagerado da IA não é preguiça. “Existe uma tendência em que o cérebro humano busca constantemente economizar energia, o que nos leva a delegar tarefas, mesmo as intelectuais. Por outro lado, a IA, que mimetiza fala, voz e imagem humana, exerce um fascínio, levando as pessoas a superestimá-la”, analisa.
Enganosa
Elaine também avalia que a nomenclatura “Inteligência Artificial” é enganosa, o que contribui para expectativas irreais. “A IA não é ‘inteligente’, inteligência é algo biológico; e nem totalmente ‘artificial’, pois foi criada e treinada por humanos. É excelente para tarefas repetitivas, mas delegar ações que exigem criatividade e análise crítica à IA é um erro. Ela é uma máquina estatística de encadeamento de palavras e cruzamento de dados e não possui criatividade nem pensamento crítico”, aponta.
Automação total e prejuízos
Nesse contexto, ela observa que um erro comum a diversas empresas foi o investimento massivo em IA esperando ganhos rápidos. “Elas automatizaram processos existentes sem antes revisá-los e otimizá-los para a integração com IA, o que gerou ineficiências e custos inesperados. Muitas estão revendo esses investimentos. Há exemplos de empresas renomadas que enviaram relatórios incorretos a clientes, baseados em conteúdo gerado por IA sem revisão humana, resultando em prejuízos financeiros e de reputação”, cita.
Ciclo de dependência
Ela também analisa as consequências para os indivíduos: “As redes sociais, cujos algoritmos funcionam como IA e oferecem ‘dopamina barata’, criam bolhas de conteúdo e mantêm os usuários ‘hipnotizados’, consumindo passivamente, sem desenvolver habilidades cognitivas essenciais em um ciclo de dependência e menor desenvolvimento intelectual”.
Letramento digital
Para não perder sua criatividade, senso crítico e identidade é preciso letramento digital: “É entender que a IA é uma máquina estatística que pode errar. Não terceirize criatividade e pensamento crítico para ela, pois esses diferenciais humanos garantem a relevância profissional e a sobrevivência no mercado.”
Destaque-se
Elaine dá sugestões para quem quer se destacar: “Desenvolva a sua habilidade humana de analisar sinais do presente para imaginar cenários futuros e planejar como adaptar-se diante das mudanças, uma capacidade essencial para navegar em um mundo que se transforma rapidamente”, aconselha.
Referencial com Deus
Milhões de pessoas estão desenvolvendo e sedimentando seus diferenciais ao participar das reuniões Prosperidade com Deus que acontecem na Universal, às segundas-feiras, em vários horários. Os encontros têm como referencial a Palavra. Acesse universal.org/localizar e busque a igreja mais próxima para participar.
Saiba mais
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