Uma mulher em busca de amor, um homem disposto a amá-la
O que essa história pode dizer sobre você?
Muito além de um romance, a série Amor em Ruínas, que estreia dia 24 de julho no UNIVER Vídeo, apresentará conflitos que atravessam gerações e podem levar o público a refletir sobre a própria maneira de amar e ser amado.
Inspirada no livro de Oseias, uma das narrativas mais marcantes das Sagradas Escrituras, a série de 35 episódios convida o público a mergulhar em questões profundas sobre escolhas, identidade e o significado do verdadeiro amor. Gomer (Letícia Laranja) será apresentada como uma mulher que deseja viver um grande amor, mas que carrega dentro de si conflitos mais profundos do que imagina. Ela busca liberdade, validação e afeto, mas, ao mesmo tempo, acredita não ser digna de recebê-los. É uma personagem que persegue aquilo que deseja, mas, quando finalmente se aproxima disso, encontra dificuldades para se entregar.
É nesse ponto que a história se conecta com o público. Quantas vezes alguém sonha com um relacionamento saudável, enquanto continua repetindo escolhas que o afastam dele? Quantas vezes as feridas do passado falam mais alto do que os desejos do presente? Quantos estão à procura de algo capaz de preencher vazios que nem sempre sabem explicar?
O romance, ambientado na antiga Israel do século VIII a.C., gerará perguntas desconfortáveis, porém atuais.
1 – Será que estamos procurando amor nos lugares certos?
Em busca de felicidade e realização, muitas pessoas percorrem caminhos que prometem preencher vazios emocionais, mas deixam marcas ainda mais profundas. A trajetória de Gomer levanta uma questão delicada: será que não estamos procurando amor nos lugares errados?
Recentemente, Cristiane Cardoso, autora da série, compartilhou em seu Instagram uma cena da série, em forma de romance, que deixa pistas sobre como a protagonista define valor:
“E justamente ali, em meio à multidão, Oseias a viu. Ela estava parada entre dezenas de pessoas. Mas seus olhos não estavam nos comerciantes. Nem nas mercadorias. Nem mesmo nos homens que a observavam discretamente. Observava as sacerdotisas. Como uma criança observando estrelas. Com admiração. Com fascínio.Oseias seguiu seu olhar. As sacerdotisas de Aserá atravessavam a praça lentamente. Belas. Confiantes. Intocáveis. Tudo nelas parecia cuidadosamente construído para despertar admiração. Ou inveja. Talvez ambas.
As pessoas abriam passagem naturalmente. Homens acompanhavam cada movimento. Mulheres observavam cada detalhe. Era impossível ignorá-las. Mas Oseias não conseguia tirar os olhos de Gomer. Porque, pela primeira vez, estava vendo algo que os outros não viam. Ela não observava aquelas mulheres por devoção. Observava porque queria ser como elas. Respeitada. Desejada. Importante. Pertencente. Era um olhar que ele conhecia. Já o vira em enfermos. Em mendigos. Em crianças abandonadas. Era o olhar de alguém procurando valor”.
2 – Estamos realmente dispostos a ser amados?
No primeiro impulso, a resposta a essa pergunta pode ser sim, afinal, quem não quer ser amado? Mas já parou para pensar nos sacrifícios que envolvem essa escolha? Nem sempre a dificuldade está em encontrar alguém disposto a amar. Em muitos casos, medos, traumas e experiências do passado tornam difícil acreditar que esse amor seja verdadeiro.
Ao acompanhar os conflitos da trama, o público será convidado a refletir sobre uma pergunta que ultrapassa o romance: o que nos impede de aceitar aquilo que mais desejamos?
3 – O amor tudo sofre?
Em tempos em que os relacionamentos parecem cada vez mais descartáveis, a série Amor em Ruínas apresenta um contraste que desperta reflexão. Existe um amor capaz de permanecer mesmo diante de falhas, rejeições e recomeços? A resposta não vem de forma simples. Ela é construída ao longo da história e pode surpreender quem acompanhar a jornada pela plataforma UNIVER Vídeo.
Se Gomer representa a inquietação humana, Oseias (Murilo Cezar) representa algo ainda mais profundo. O profeta é chamado a viver uma história de amor marcada por desafios, rejeições e infidelidades. Mas sua importância vai além do papel de protagonista romântico. Oseias é visto como uma representação do próprio amor de Deus pela Humanidade.
Oseias mostrará um amor capaz de permanecer quando os sentimentos oscilam, quando as escolhas decepcionam e quando tudo parece perdido. Isso ocorre não porque ele ignora os erros ou romantiza o sofrimento, mas porque aponta para uma forma de amor que continua chamando, esperando e oferecendo uma nova oportunidade.
A jornada do casal pode levar o público a perceber algo surpreendente: a história não fala apenas sobre Oseias e Gomer e essa é uma descoberta que cada telespectador fará ao acompanhar a trama.
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