Ela perdeu o controle da própria vida
A depressão pós-parto foi seguida por crises psicóticas, convulsões e um laudo de invalidez. Sem perspectivas de melhora, Ana Paula Viana passou anos enfrentando uma realidade que parecia definitiva
Há 20 anos, Ana Paula Viana, empresária, hoje com 37 anos, deu à luz sua única filha. O que deveria ser um dos momentos mais felizes de sua vida acabou se tornando o início de uma dor profunda e silenciosa. Após a gestação, ela desenvolveu um quadro de depressão pós-parto.
Enquanto, para muitas mulheres, os sintomas desaparecem com o tempo, com ela foi diferente. A tristeza, a angústia e o vazio permaneceram por anos, tornando-se parte de sua rotina.
A doença da alma se manifestou
A situação se agravou quando sua mãe, com quem mantinha uma relação muito próxima, faleceu em decorrência de um câncer. A perda abalou ainda mais seu emocional. “Parecia que eu tinha perdido o chão. Foi como se tudo tivesse acabado naquele momento”, relembra.
A partir desse período, Ana Paula passou a apresentar crises psicóticas. Durante os surtos, perdia completamente o controle das próprias ações e, muitas vezes, sequer reconhecia os familiares, incluindo o pai, o marido e a filha. “Eu surtava dentro de casa. Os meus familiares até tentavam me segurar, mas eu ficava fora de mim, relata.
Uma vida controlada pelos medicamentos
Na tentativa de controlar os sintomas, Ana Paula passou a depender cada vez mais de medicamentos. Apesar dos tratamentos, não encontrava a melhora que tanto esperava. “Diversas vezes eu ficava dopada. Não tinha vontade de fazer nada”, declara.
Os remédios a deixavam apática e sem disposição até mesmo para as tarefas mais simples. Com o tempo, as responsabilidades da casa passaram a ser assumidas por sua filha, enquanto ela permanecia a maior parte do tempo deitada. Aos poucos, deixou de viver a própria vida, afastou-se do trabalho e perdeu a perspectiva de futuro.
O laudo que a invalidou
Preocupados com a gravidade do quadro, seu pai e seu marido decidiram buscar ajuda especializada. Ana Paula passou por consultas com neurologistas, realizou exames de imagem e seguiu diferentes tratamentos, mas nenhum apresentou resultados significativos. Após as avaliações, ela recebeu um laudo médico que a afastou definitivamente do trabalho.
Como se os problemas emocionais não fossem suficientes, ela também passou a sofrer com crises de convulsão parcial motora. “Nessas crises eu caía no chão. Meu corpo ficava enrijecido, eu não conseguia me mexer e perdia totalmente o controle. ”
Sem condições de exercer suas atividades profissionais, passou a receber um benefício por invalidez. O diagnóstico parecia determinar que aquela seria sua condição pelo resto da vida.
Contrariando o que parecia permanente
Certo dia, sua filha ligou a televisão e estava passando uma programação da Igreja Universal. Durante a transmissão, o pastor convidou pessoas que enfrentavam problemas aparentemente sem solução a buscarem ajuda. Ana Paula então decidiu atender ao convite.
Em uma sexta-feira, acompanhada do marido, que já havia frequentado a Igreja Universal anteriormente, ela participou de uma reunião e já se sentiu melhor.
A partir daquele dia, ela começou a praticar a fé que estava aprendendo. Aos domingos, participava da reunião e utilizava a água consagrada a Deus. Com o passar do tempo, começou a perceber mudanças. “Os surtos desapareceram. As crises convulsivas também pararam”, garante.
Convicta de que havia sido curada, Ana Paula tomou uma atitude que marcou sua trajetória: “Eu peguei todos os meus medicamentos e deixei no Altar. Ninguém me mandou fazer isso, mas eu decidi me internar no Altar de Deus, onde permaneço até hoje.”
A cura da alma e do corpo
Embora recebesse um benefício vitalício por invalidez, Ana Paula decidiu retornar ao trabalho. “Eu voltei ao lugar onde trabalhava e pedi que me desligassem do benefício ou me permitissem voltar a trabalhar, porque Deus havia me curado. Não era certo continuar recebendo aquele auxílio. Era como se eu anulasse o que Deus tinha feito, e eu não aceitava isso.”
Após insistir e passar pelos trâmites necessários, ela conseguiu retornar às suas atividades profissionais e encerrou definitivamente o benefício que recebia.
Hoje, livre da depressão, das crises psicóticas e das convulsões registradas em laudo médico, Ana Paula vive uma realidade completamente diferente. “Eu nunca mais precisei tomar medicamentos nem procurar médicos por causa disso. Vivo uma vida normal e abençoada”, finaliza.
O que é convulsão?

A convulsão caracteriza-se pela atividade elétrica anormal do cérebro. O distúrbio pode acometer uma região específica, sendo denominada parcial ou focal, ou pode atingir todo o cérebro, quando é chamada de crise convulsiva generalizada.
Causas
Podem estar relacionadas a diversas patologias, como:
- Meningite
- Tétano
- Tumores
- Infecções
- Hemorragias
- Epilepsia
As crises convulsivas também podem ser desencadeadas por outros fatores, como estresse, estímulos musicais, febre alta e falta de sono.
Sintomas
incluem movimentos involuntários do corpo, lábios azulados, perda de consciência, saliva em abundância e olhos virados para cima.
Tratamento
O tratamento da convulsão é feito com o uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos para evitar crises futuras. A escolha do tratamento deve ser feita pelo médico, de acordo com a condição clínica de
cada paciente.
Fonte: Rede D’Or
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomenda a cada paciente.
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