Ela queria ser amada. Por que, então, fugia do amor?
A história que inspira a série Amor em Ruínas revela um comportamento mais comum do que se imagina
Você conhece alguém que sempre escolhe a pessoa errada para se relacionar? Ou alguém que sonha em ser feliz, mas repete as mesmas escolhas que a machucam?
A história de uma personagem que viveu há milhares de anos, mas que continua surpreendentemente atual, explicará porque isso acontece. Na série Amor em Ruínas, que estreia no dia 24 de julho no UNIVER Vídeo, o público conhecerá Gomer, interpretada por Letícia Laranja. À primeira vista, ela pode parecer apenas uma mulher que fez escolhas erradas. Mas sua história levanta uma questão bem mais profunda: por que algumas pessoas fogem justamente daquilo que mais precisam?
Antes de continuar a leitura, pense e responda:
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Você já insistiu em algo que sabia que lhe faria mal? ( ) SIM ( ) NÃO
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Já rejeitou um conselho que poderia ajudá-lo?( ) SIM ( ) NÃO
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Já trocou algo valioso por uma satisfação momentânea? ( ) SIM ( ) NÃO
Se respondeu “sim” a alguma dessas perguntas, talvez você tenha mais em comum com Gomer do que imagina.
Gomer e seus desejos
A Bíblia não detalha os pensamentos de Gomer, mas suas atitudes revelam sua dificuldade de permanecer onde havia amor verdadeiro. Nas Sagradas Escrituras, ela é descrita como “mulher de prostituições” e foi com essa mulher que o próprio Deus disse para o profeta Oseias, que na série será vivido por Murilo Cezar, se casar: “O princípio da palavra do Senhor por meio de Oseias. Disse, pois, o Senhor a Oseias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor” (Oseias 1:2).
A expressão “mulher de prostituições” vai além de uma definição literal comumente conhecida como prostituta. Segundo a explicação bíblica, a expressão apontava para alguém que vivia em constante infidelidade, não apenas no sentido conjugal, mas espiritual. Por isso, Gomer simbolizava Israel, que repetidamente abandonava Deus para buscar satisfação em outros lugares. Ela revela alguém que busca em pessoas, relacionamentos e validações aquilo que não encontrou dentro de si.
Na série, Gomer não se entregará em troca de moedas. Mas a questão é: o que ela procura? Amor? Aceitação? Segurança? Liberdade?
Ou será que, no fundo, o que ela tenta é reconstruir, por meio da aprovação dos outros, o valor que perdeu de si mesma?
Como consequência dessa busca guiada por seu coração enganoso, Gomer acabará trocando:
- Compromisso por impulsos;
- Segurança por ilusões;
- Amor verdadeiro por satisfações temporárias.
Será que ainda fazemos isso hoje?
É nesse ponto que a história deixa de ser apenas uma narrativa bíblica para se tornar um espelho. Afinal, quantas vezes as pessoas trocam aquilo que pode fazer bem a elas por algo que oferece apenas satisfação momentânea? Quantas abrem mão de princípios em busca de aceitação? Quantas tentam preencher vazios emocionais com relacionamentos, conquistas, dinheiro, fama ou reconhecimento?
Talvez a questão mais importante não seja o que Gomer fez, mas o que a levou a agir daquela forma. E a resposta pode estar em uma dificuldade tão antiga quanto atual: a de acreditar que somos verdadeiramente amados.
Enquanto Gomer se afasta repetidamente, Oseias permanece. E é justamente aí que a história se torna intrigante. Como compreender alguém que continua amando quando teria motivos de sobra para desistir? Por que insistir em quem o rejeita? Por que continuar estendendo a mão a quem escolhe seguir outro caminho?
O amor de Oseias desafia a lógica humana porque aponta para algo maior. Sua história retrata o amor de Deus pela humanidade: um amor que não aprova os erros, mas também não abandona quem erra; que corrige sem deixar de amar; que continua chamando mesmo quando é ignorado.
A maior pergunta levantada ao longo dos 35 episódios da série Amor em Ruínas não será sobre Gomer, mas sobre cada um de nós. Afinal, todos desejamos ser amados, mas nem sempre reconhecemos o amor quando ele se apresenta. E se a maior ruína não fosse a ausência de amor, mas a escolha de fugir dele durante toda a vida?
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