Crises intensas, exames sem respostas e uma rotina marcada pela dor
Durante anos, Lauany Marques enfrentou dores incapacitantes, perda parcial da visão e sintomas que chegaram a fazê-la temer um AVC
Por volta dos 14 anos, Lauany Marques, médica veterinária, hoje com 28 anos, começou a sofrer com fortes dores de cabeça. Em algumas crises, a intensidade era tão grande que ela passava mal e precisava interromper suas atividades.
No início, sua mãe acreditava que os sintomas estivessem relacionados ao ouvido. Com o passar dos anos, porém, as crises se tornaram mais frequentes e intensas, levando Lauany a procurar ajuda médica. Apesar disso, os exames não apontavam nenhuma alteração.
Em 2018, ela enfrentou uma das crises mais graves. “Eu estava sozinha em casa quando comecei a sentir formigamento nas mãos e nos pés, os braços dormentes e, depois, a língua começou a ‘embolar’. Só consegui ligar para minha irmã antes de ser levada de ambulância para o hospital”, relembra.
Além da forte dor de cabeça e do formigamento, ela apresentava náuseas, sensação de peso nos braços e perda parcial da visão, geralmente do lado onde a dor começava.
No hospital, passou por diversos exames, mas nenhuma alteração foi identificada. Após o atendimento, foi liberada para voltar para casa.
Uma vida limitada pela doença
A vida de Lauany passou a ser marcada pelas medicações e pela frequência das crises, que chegavam a acontecer até três vezes por semana. “Durante as crises, eu precisava ficar em um quarto escuro e silencioso, fazendo compressas geladas. Mesmo quando a dor diminuía, ainda sentia enjoo, tontura e não conseguia me expor ao sol. Às vezes, isso durava até três dias. Eu não tinha qualidade de vida, porque quando uma crise acabava, outra já começava”, conta.
As limitações afetaram também sua vida social e profissional. Muitas vezes, ela precisou cancelar compromissos e interromper atividades. Seu esposo acompanhava de perto todo o sofrimento. “Às vezes saíamos e precisávamos voltar porque eu passava mal. Vivíamos com medo de uma nova crise. Em alguns momentos, achei que estivesse tendo um AVC, o que me assustava muito”, relata.
O diagnóstico sem esperança
Em 2025, Lauany procurou um especialista. Após avaliar os sintomas e solicitar uma ressonância magnética do crânio, que também não apresentou alterações, o médico diagnosticou enxaqueca com aura. “Ele disse que era uma doença sem cura, apenas controlada com medicamentos.”
Enxaqueca com aura: o que é?
A enxaqueca com aura é um tipo de cefaleia caracterizado por sintomas neurológicos que surgem antes ou durante a dor, como alterações visuais, sensoriais ou motoras. Diferentemente das dores de cabeça comuns, ela pode impactar significativamente a qualidade de vida. A aura visual é a manifestação mais frequente, presente em cerca de 90% dos casos.
Principais sintomas:
Visuais: pontos cegos temporários (escotomas); luzes piscantes ou cintilantes; linhas em zigue-zague coloridas; distorções no campo visual e perda parcial da visão.
Sensoriais: formigamento progressivo nas mãos; dormência facial; alterações na sensibilidade tátil e sensação de “alfinetes e agulhas”
Quais são os tratamentos?
O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um neurologista. Ele pode incluir medicamentos para controlar as crises e terapias preventivas para reduzir sua frequência.
Fonte: Beneficência Portuguesa de São Paulo
Ela passou a usar remédios para aliviar as dores e um fitoterápico anticonvulsivante para prevenir as crises, além de seguir restrições alimentares. No entanto, os efeitos colaterais logo apareceram: formigamento nas mãos e nos pés, perda de peso e tremores, a ponto de deixar objetos caírem involuntariamente.
Mais tarde, ao procurar um especialista em enxaqueca crônica, recebeu a indicação de um tratamento avaliado em cerca de 12 mil reais, que prometia reduzir a intensidade das crises e melhorar sua qualidade de vida.
Quando a luta se tornou espiritual
Ao perceber que sua luta não era apenas física e que os recursos humanos não traziam solução definitiva, Lauany entendeu que precisava manifestar a fé. “Eu já frequentava a Igreja Universal, então comecei a participar das correntes de sexta-feira pela libertação e cura. Em propósito com a água consagrada, eu orava e a utilizava como manifestação da minha fé, relata.
A cura
Cerca de cinco meses após o diagnóstico, enquanto buscava em Deus a cura, Lauany percebeu que as crises começaram a diminuir gradualmente até desaparecerem. “A confirmação da cura veio quando percebi que não tinha mais crises, mesmo consumindo alimentos que antes eram considerados inflamatórios. Hoje tenho qualidade de vida, não uso mais medicamentos e sigo minha rotina normalmente, sem dores. Minha família e meus amigos ficaram felizes por eu ter retomado minha vida”, conclui.
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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