A velhice não é o problema
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Perguntaram a uma conhecida atriz brasileira, já octogenária, o que pensava sobre o envelhecimento. Ela respondeu que achava a velhice ótima, com tudo o que ela traz consigo. A entrevistadora ficou visivelmente atônita, sem compreender a resposta.
Muito provavelmente esperava por queixas e lamentações.
Ao perceber o espanto da repórter, a atriz fez então uma pergunta simples e desarmante: “Qual é, afinal, a outra opção que nós temos?”
Pois é… a resposta todos nós conhecemos: a morte. Portanto, o simples fato de estarmos vivos já é, em si, um privilégio.
Ao contrário do que muitos jovens proclamam nas canções e nos filmes, não temos todo o tempo do mundo.
Basta olharmos à nossa volta para percebermos o quanto os nossos pais, irmãos e amigos mudaram ao longo dos anos. O espelho costuma ser bastante sincero, sobretudo pela manhã. O relógio da vida avança depressa e, presos a ele, vemos o tempo escapar‑nos pelos dedos.
Envelhecemos, e o corpo torna‑se inevitavelmente mais limitado.
Mas, se o corpo enfraquece, a mentalidade precisa amadurecer e a alma enriquecer.
Em meio a todas as lutas, talvez um dos maiores desafios da nossa geração seja encontrar força para se libertar das distrações e criar ligação com aquilo que é eterno.
O tempo passa rápido demais para o desperdiçarmos com futilidades, ressentimentos e ocupações que apenas nos esvaziam.
Rápido demais para nos afastarmos de nós mesmos, de Deus e daqueles que realmente precisam da nossa presença.
A velhice não é o problema. O verdadeiro problema é chegar ao fim da vida sem ter vivido com propósito enquanto ainda havia tempo.
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