Discipulado: por que formar discípulos é essencial
Edição do programa Obreiros em Foco mostra como o discipulado transforma vidas e sustenta o avanço da Igreja de Jesus no mundo
Se todas as pessoas que descobriram algo ao longo da história tivessem guardado tudo para si, muitas áreas da vida humana estariam hoje prejudicadas. Afinal, o avanço do mundo só foi possível porque houve quem transmitisse o que aprendeu às próximas gerações.
Foi a partir dessa reflexão que o programa Obreiros em Foco, exibido no dia 5, destacou a importância do discipulado, princípio essencial na fé cristã.
O acesso à fé veio pelo sacrifício
O acesso à Palavra de Deus também foi construído por meio da transmissão. Assim, muitos cristãos enfrentaram perseguições, sofrimentos e até a morte pelo Evangelho e pelo seu crescimento.
Nesse sentido, o próprio Senhor Jesus ensinou: “Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, não produz fruto; mas, morrendo, produz muito fruto”. (João 12:24)
Assim, o Bispo Adilson Silva reforçou: “Se a igreja do Senhor Jesus existe neste mundo, é porque houve pessoas que fizeram discípulos.”
A importância de formar novos discípulos
Além disso, o programa destacou que o servo de Deus que não forma discípulos acaba tendo um ministério limitado.
Isso porque o que fortalece a Igreja são as sementes que permanecem e frutificam: pessoas que carregam o mesmo espírito e disposição para servir.
“Fazer discípulo é pegar uma pedra bruta, cuidar dela, orientar e sacrificar até que Cristo seja formado nela”, explica o Bispo.
Um testemunho que evidencia o discipulado
Diante disso, o programa apresentou o relato da levita Ana Paula, cuja dedicação foi fundamental para a transformação da vida de Josi Boccoli e, posteriormente, do Bispo Gustavo Boccoli.

As duas se conheceram ainda na escola e, durante um período, compartilharam os mesmos hábitos, ambientes e comportamentos. No entanto, após um período afastadas, quando Ana Paula decidiu se dedicar à fé e se distanciar de antigas influências, o reencontro marcou uma mudança significativa.
Segundo Josi, o que mais chamou a atenção foi a mudança interna: “Ela era calma, tratava todos bem. Aquilo foi mexendo comigo”, relembra.
Um trabalho feito com paciência e sabedoria
A partir daí, Ana Paula passou a conduzir Josi com sabedoria e paciência, apresentando gradualmente a rotina da fé. Cerca de um ano e meio depois, Josi já estava liberta dos vícios, integrada aos grupos da igreja e se preparando para se tornar obreira.
Posteriormente, dando continuidade ao ciclo do discipulado, Josi também influenciou o marido. Hoje, ambos servem a Deus no Altar e contribuem para o crescimento da obra evangelística em Israel.

O avanço da obra em Israel
Na mesma edição, foi destacado o desenvolvimento da missão no país. Recentemente, a inauguração de um espaço próprio marcou um novo momento para o crescimento da salvação de almas na região.
As reuniões contam com pessoas de 18 países diferentes, com concentração principal aos sábados.
Com isso, o trabalho tem sido ampliado por meio da internet e de encontros em diferentes idiomas, como inglês, hebraico, espanhol, árabe e russo.
A atuação está distribuída em cidades estratégicas, como Tel Aviv, Nazaré e Haifa, com seis casais de pastores, além de obreiros e colaboradores que auxiliam nas atividades. Paralelamente, cerca de 15 pessoas participam do CPO (Curso Preparatório para Obreiros).
“O objetivo é deixar um legado, porque a obra não pode parar. Deus quer discípulos”, destacou o casal responsável.

Uma missão que continua
Em síntese, o discipulado garante a continuidade da fé, e pessoas alcançadas passam a alcançar outras. Trata-se de uma semente que, ao “morrer”, gera frutos.
Por fim, a programação reforçou o propósito do mês de maio, o Mês do Discipulado, com foco em conscientizar os servos sobre a importância de cuidar e salvar almas, ampliando a difusão do Evangelho.
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