Histórias reais de mulheres acendem alerta sobre relacionamento abusivo
Saiba qual o caminho de saída para esse mal
Há pouco tempo, uma advogada mineira decidiu mudar completamente de vida depois de passar 14 anos em um relacionamento abusivo. E foi só depois do fim do casamento, e com a ajuda de uma amiga, que também é advogada, que Danielli Boffa, de 32 anos, percebeu que, na verdade, era vítima de violência doméstica.
Hoje, aos poucos, ela vem reconstruindo a própria história. Encontrou nos esportes aquáticos e na arte uma forma de recomeçar, de se reencontrar. Além disso, ela criou um perfil nas redes sociais para compartilhar tudo o que viveu e, principalmente, ajudar outras mulheres a identificarem os sinais de um relacionamento abusivo.
Essa não é a única história de mulher que passou, ou passa, por relacionamento abusivo. Diariamente, os noticiários publicaram histórias reais assim. Inclusive, a Série Feminicídio, veiculada no programa Balanço Geral, do estado de Minas Gerais, compartilhou histórias de mulheres que escaparam da violência doméstica.
Relatos que acendem o alerta
Agora, entrando nesse tema, algo que chama bastante atenção é o relato de uma aluna chamada Elisa. Recentemente, durante um dos programas da Escola do Amor Responde, ela contou que está casada há nove anos e que o marido sempre teve um comportamento agressivo. Segundo o companheiro, o problema seria a falta de respeito por parte dela, pois ele diz que ela o enfrenta, e por isso ele age com agressividade.
Só que, na prática, a situação é muito mais grave. Elisa relata que é tratada como se fosse filha, enquanto ele assume uma posição de pai dentro da relação. Ela vive praticamente isolada dentro de casa, sofrendo agressões físicas, como tapas no rosto, além de ameaças constantes, inclusive com facão. E tem mais: ele diz que, se for preso, quando sair vai agir contra ela.
Como se não bastasse, houve ainda um episódio em que o companheiro sugeriu a participação em troca de casais. Ela aceitou, mas agora ele insiste em retomar essa ideia. Com tudo isso, ela está completamente desesperada, emocionalmente abalada, e diz que perdeu a fé e que se sente mentalmente perturbada.
Orientação e caminho para a mudança
Diante disso, Renato e Cristiane Cardoso orientaram a aluna que, antes de qualquer coisa, ela reconheça a gravidade da situação. Porque não se trata de algo comum ou aceitável: é um relacionamento abusivo, com agressões físicas, ameaças e controle psicológico.
Ao mesmo tempo, eles fazem um alerta importante: muita gente pode pensar “ah, é só sair de casa”. Mas, nesse caso, isso precisa ser feito com muito cuidado, porque existe um risco real à integridade dela e até dos familiares.
Então, no caso da aluna, e que serve para outras mulheres que estejam passando por isso, o principal conselho é buscar ajuda imediatamente, pois ela não precisa passar por isso sozinha.
Na oportunidade, outro ponto que eles destacam é o impacto psicológico de tudo isso. Elisa diz que se sente anulada, sem valor, desanimada e, infelizmente, esse tipo de sentimento é muito comum em quem vive um relacionamento abusivo. Isso porque o agressor, aos poucos, vai minando a autoestima da vítima para manter o controle.
Por isso, parte essencial desse processo é justamente o contrário: ajudá-la a se reerguer, recuperar a autoestima e voltar a reconhecer o próprio valor.
Renato e Cristiane Cardoso também reforçam algo fundamental: existe solução, sim. O primeiro passo é o fortalecimento da própria aluna, no aspecto emocional, psicológico e também prático, para que consiga tomar decisões mais seguras e conscientes.
E, por fim, eles incentivam que ela dê um passo concreto em direção à ajuda, participando de um acompanhamento presencial nas palestras da Terapia do Amor, onde ela poderá conversar com pessoas capacitadas e receber a orientação adequada.
Quem passou pela transformação amorosa
Inclusive, Renato e Cristiane já conversam com diversos casais, durante o programa The Love School, exibido na Record, aos sábados, que viveram o limite da agressividade no relacionamento. Confira o depoimento abaixo:
Busque ajuda
Assim como acontece com muitos casais, existe, sim, a possibilidade de restauração e de cura de traumas, mas isso começa com atitudes práticas. Então, fica o convite: participar, todas as quintas-feiras, às 20h, da Terapia do Amor, no Templo de Salomão, em São Paulo, para aprender mais sobre como viver um relacionamento saudável de verdade.
Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.
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