Uma vez com mau gosto, sempre com mau gosto?
Leia e medite na mensagem de hoje
Como filha de costureira, cresci entre tecidos, croquis e desejos por peças bonitas e exclusivas.
Naquele tempo, as roupas não eram descartáveis como hoje; cada modelo precisava ser bem acertado, porque a pessoa iria usá‑lo por muito tempo. E algo que aprendi desde cedo é que algumas pessoas podem ter dinheiro, mas gosto não tem nada a ver com poder aquisitivo.
Já vi tecidos simples tornarem‑se roupas belíssimas e tecidos nobres ficarem bregas toda a vida. Mas… uma vez com mau gosto, sempre com mau gosto? Não. Definitivamente, não.
O gosto pode ser educado em todos os sentidos: no paladar, no vestuário, na organização da casa, no comportamento, na música, nos relacionamentos e até na espiritualidade.
O gosto é uma construção lenta, moldada pelas influências daqueles que estão à nossa volta.
Ninguém herda bom gosto. É preciso ser exposto ao que é bom para discernir o belo, apreciá‑lo e desenvolvê‑lo na própria vida. Aquilo e aqueles que passam por nós deixam sugestões, mesmo silenciosas, de que algo pode ser aprimorado.
Como alguém que nos oferece uma comida diferente, um livro, uma música que nunca tínhamos ouvido. Ou, quem sabe, um amigo que conhece Jesus com tanta intimidade que desperta em nós o desejo de conhecê‑Lo da mesma forma. Por isso, o gosto é aprendido, refinado e amadurecido com o tempo.
O que eu gostava há vinte anos, já não gosto mais. O meu olhar ampliou‑se com a vida e ganhou cores e formas que, quando jovem, eu não conseguiria desenvolver.
O meu contato com os amigos que escolhi também influenciou o meu gosto, porque a proximidade com quem caminhamos nos faz conhecer outros mundos além do nosso.
Então, deixa o teu gosto expandir‑se, transformar‑se, amadurecer. Expõe‑no, prova‑o, compara‑o. Quem sabe assim não consegue remover o feio para dar lugar ao belo? Ou, quem sabe, o belo não se torna ainda mais belo?
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