Arrependimento: o poder que conduz à Salvação e transforma vidas

Entenda por que atitude é tão necessária quando o assunto é a Salvação da alma

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O arrependimento é apresentado na Bíblia como condição indispensável para a Salvação. Sem ele, ninguém pode entrar no Reino de Deus. Nesta última quarta-feira (25), no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso explicou que não se trata apenas de um sentimento momentâneo de culpa, mas um poder concedido por Deus aos sinceros, capaz de curar a raiz do problema humano: o pecado.

O pecado além dos “erros graves”

Ao falar sobre pecado, muitas pessoas pensam imediatamente em crimes ou falhas morais evidentes, como matar, roubar ou adulterar. Contudo, a Bíblia amplia esse conceito. Na Epístola aos Romanos 3:10 está escrito: “Não há um justo, nem um sequer”. Isso significa que, diante do padrão divino, todos pecaram e carecem da glória de Deus.

O Bispo explicou que Deus não avalia o pecado da mesma forma que os seres humanos: “Aos olhos humanos, existe uma balança em que se pesam os erros dos outros para aliviar os próprios. A pessoa olha para quem está pior e pensa que está em vantagem. Mas Deus não julga dessa maneira. Diante d’Ele, tanto o criminoso mais temido quanto o cidadão considerado exemplar estão na mesma condição espiritual: ambos são pecadores e necessitam de arrependimento. O padrão de Deus é perfeito, e ninguém alcança essa medida por mérito próprio.”

Ele destacou que essa é a razão pela qual muitas pessoas consideradas “grandes pecadoras” demonstram mais facilidade em reconhecer seus erros e buscar transformação do que aquelas que se veem como moralmente corretas.

Justiça de Deus e liberdade humana

A mensagem também abordou a justiça divina. Deus é perfeito e justo, mas concedeu ao ser humano liberdade de escolha. Essa liberdade explica por que o mal e as injustiças existem.

No Evangelho de João 16:8, Jesus afirma que o Espírito Santo convenceria o mundo “do pecado, da justiça e do juízo”. Isso revela que o julgamento final não seguirá padrões humanos ou leis civis, mas a lei divina.

“Deus não nos julgará pelos códigos humanos, que mudam conforme a sociedade evolui. O que era considerado errado décadas atrás hoje pode ser visto como normal. No entanto, o padrão de Deus permanece imutável. Ele é absolutamente justo e respeita a liberdade que concedeu ao ser humano. Se Ele interferisse para impedir cada escolha errada, nós seríamos robôs. A justiça divina está ligada à responsabilidade individual diante das escolhas feitas”, esclareceu o Bispo.

Assim, cada pessoa precisa reconhecer que não atinge, por si só, o padrão de justiça estabelecido por Deus.

O papel do Espírito Santo no arrependimento

O arrependimento genuíno não nasce apenas de uma reflexão humana. Ele é resultado da ação do Espírito Santo, que convence do pecado, revela a justiça de Deus e alerta sobre o juízo.

O texto de Segunda Epístola aos Coríntios 7:10 afirma: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte”.

O bispo aprofundou essa diferença: “Nem toda tristeza é igual. Existe a tristeza comum, que surge quando algo fere nosso orgulho ou provoca prejuízo. Essa é centrada no próprio interesse. Mas há a tristeza segundo Deus, que nasce quando o Espírito Santo revela que ofendemos ao Criador. Essa dor não é destrutiva; ela conduz à mudança. Ela leva a pessoa a reconhecer sua condição, pedir perdão e decidir abandonar o erro. É essa tristeza que produz frutos de arrependimento e conduz à salvação.”

Ele explicou que a tristeza segundo o mundo pode gerar frustração, abatimento e até desespero, mas não produz transformação espiritual. Já a tristeza segundo Deus conduz ao conserto interior e à restauração.

Por que o arrependimento é indispensável

Se todos pecaram e não alcançam o padrão de Deus, o arrependimento torna-se a única porta de entrada para a salvação. Não se trata de frequentar uma igreja ou cumprir rituais, mas de reconhecer sinceramente a própria condição espiritual e decidir mudar.

Sem essa consciência, não há pedido de perdão verdadeiro. E sem arrependimento, não há remissão.

A mensagem central é clara: o arrependimento é um poder concedido por Deus para restaurar o ser humano. Ele começa com o reconhecimento do pecado, passa pela ação do Espírito Santo na consciência e culmina em uma mudança prática de vida.

Diante disso, cada pessoa precisa examinar a si mesma, abandonar comparações com os outros e perguntar: estou produzindo frutos de arrependimento ou apenas justificando meus erros?

Participe:

Portanto, assista aos próximos estudos que acontecerão às quartas-feiras para entender mais sobre “O Poder do Arrependimento”.

Eles acontecerão no Templo de Salomão, às 20h. Além disso, você pode ir à Universal mais próxima de sua casa. Encontre endereços e horários aqui.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: iStock