Deus não responde ao nosso desespero
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Deus não responde ao nosso desespero. Ele responde à nossa fé.
E isso revela algo profundo: muitas vezes, a nossa agitação por respostas não é sede de Deus — é apenas o desejo humano de não depender dEle.
Se pensarmos com sinceridade, veremos que às vezes tentamos usar a Bíblia, o Nome de Jesus e até nossos votos como ferramentas para assumir o controle de alguma área da vida. Parece absurdo, mas é real.
Muitas orações não passam de desejos revestidos de espiritualidade e de tentativas de convencer Deus a agir no nosso ritmo, segundo a nossa lógica. Sem palavras explícitas, mas com atitudes, insinuamos que Ele está demorando demais.
E quando vemos injustiças acontecendo, nossa alma sussurra: “Se Ele realmente amasse, não permitiria isso.” Mas esse sussurro não revela quem Deus é — revela quem nós somos.
Revela um coração que mente bem, que disfarça orgulho de espiritualidade, que se ofende quando o céu diz: “Espere até que você cresça.” Sim, há alguns pedidos que precisam de pressa. Mas há outros em que somos nós que não queremos esperar.
Nosso ego se incomoda com o “ainda não”. Nossa impaciência interpreta o demora como descuido. Não podemos chamar ansiedade de urgência. Nem o “espere um pouco” como rejeição.
Cada detalhe é resposta do Deus Santo, Justo e Fiel que se recusa a confirmar nossa arrogância. Porque, se Ele respondesse sempre no nosso tempo, estaria validando um pecado e alimentando a ilusão de que a Terra governa o Céu.
Por isso, o “ainda não” é, muitas vezes, a melhor resposta que podemos ter.
É a resposta que trabalha primeiro dentro de nós, antes de transformar o que está fora de nós.
É a “ausência” de resposta que nos molda, purifica e amadurece.
E é a “ ausência” de resposta que prepara o nosso coração para receber sem se perder.
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