Depressão e automutilação crescem entre adolescentes a cada ano e acendem alerta
Fatores como busca por aprovação, autocobrança excessiva e bullying estão por trás do sofrimento emocional crescente entre os jovens
Depressão e automutilação são desafios de saúde mental que têm se tornado cada vez mais comuns e normalmente começam na adolescência. Isso pode ocorrer por diversos fatores, como busca por aprovação, autocobrança excessiva em relação aos estudos, bullying, perigos no ambiente digital, entre outros. Além disso, a combinação desses elementos pode intensificar o sofrimento emocional.
Um estudo publicado pela University College de Londres (UCL) analisou cerca de 5.000 jovens nascidos entre 1991 e 1992 e revelou que o aumento da pressão acadêmica aos 15 anos elevou em 25% o risco de desenvolver depressão e em 8% o risco de automutilação.
Os dados mostram ainda que, aos 24 anos, aqueles que enfrentaram maior pressão na adolescência tinham 16% mais chances de tentar o suicídio. Portanto, os resultados reforçam a relação entre a cobrança excessiva na juventude e o impacto na saúde mental ao longo da vida.
No Brasil, a situação é bem alarmante; a cada dez minutos, um adolescente comete algum tipo de autolesão ou tenta tirar a própria vida. De acordo com o levantamento de 2025 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, ainda segundo o levantamento, cerca de mil adolescentes perdem a vida por suicídio todos os anos no País.
Em busca de aceitação
Essa realidade também fez parte da história de Brunna Oliveira, que, aos 4 anos, foi diagnosticada com depressão. Posteriormente, a separação de seus pais, somada ao bullying que sofreu na infância por causa de sua aparência, contribuiu para ela questionar sua identidade.
“Eu comecei a procurar em diversos estilos, em diversos jeitos e manias, em busca de me sentir parte de um grupo, de me sentir aceita e amada”, relembra a jovem.

Brunna passou a se sentir cada vez mais sem controle. Ela fazia acompanhamento psicológico constante, tomava medicamentos, mas, mesmo assim, se automutilava, enfrentava diversas crises de ansiedade e convivia com pensamentos suicidas. No entanto, devido a um convite e reconhecendo que precisava de ajuda, decidiu ir até a Igreja Universal em busca de socorro para a situação que vivia. Foi então que encontrou apoio por meio de voluntários do projeto Depressão Tem Cura.
“Quando comecei a buscar pela libertação por conta própria, decidi largar os remédios e entendi o caminho certo. Faz três anos que tenho paz de verdade. É uma alegria que vem do próprio Deus. É algo totalmente diferente. Meus pensamentos mudaram. Hoje tenho prazer em viver”, completa.
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