“Não era para eu estar vivo”
Depois de sentir dores intensas, receber diagnósticos errados e passar por uma cirurgia de alto risco, Alexandre da Silva viveu dias decisivos para voltar a ter saúde
Ao acordar na manhã de um sábado, depois de um jantar no dia anterior, o designer gráfico Alexandre da Silva, de 46 anos, sentiu uma forte dor na região abdominal. Mesmo depois de tomar remédios, o incômodo persistiu, o que o levou a procurar atendimento médico. Ele recebeu o diagnóstico de intoxicação alimentar e, apesar da administração de medicamentos, a dor não cessou.
Entre diagnósticos errados e dores intensas
No dia seguinte, por não apresentar melhora, ele retornou à unidade de saúde e o diagnóstico foi o mesmo. “Outros remédios foram receitados, mas nada aliviava as dores. Uma semana depois do início dos sintomas, durante a madrugada, senti como se algo tivesse estourado dentro de mim. A dor se intensificou ainda mais”, recorda.
O diagnóstico certo
Levado às pressas ao hospital por sua esposa, Alexandre relata que a dor era tão intensa que ele mal conseguia se mover. Ele permaneceu em observação por um dia e, em seguida, foi transferido para outro hospital e ficou mais um dia sem atendimento, mesmo com o agravamento do quadro. Posteriormente foi realizado um exame de ultrassom, que revelou uma apendicite grave.
Apendicite: o que é?
A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão em forma de dedo situado na primeira porção do intestino grosso. Qualquer pessoa pode ter essa inflamação que, sem o tratamento adequado, pode levar a complicações graves.
Causas
Na maioria dos casos, a apendicite ocorre por obstrução do apêndice por restos de fezes, o que provoca a inflamação.
Sintomas
- Dor no lado inferior direito do abdome: geralmente, ela é pontual, contínua e localizada. Ela começa de forma leve e aumenta gradualmente de intensidade;
- Náuseas, vômitos e perda de apetite;
- Dor na parte superior do estômago ou ao redor do umbigo;
- Flatulência, indigestão, diarreia ou constipação;
- Febre que, normalmente, surge após um ou dois dias;
- Perda de apetite; e
- Mal-estar geral que pode ser confundido com um problema alimentar.
Tratamento
Depois da confirmação do diagnóstico, o tratamento é exclusivamente cirúrgico, com a remoção do apêndice. A cirurgia deve ser realizada o mais rápido possível para evitar complicações, como a perfuração do apêndice e a inflamação da cavidade abdominal, que podem colocar a vida da pessoa em risco.
Fonte: Ministério da Saúde.
Uma cirurgia de alto risco
Encaminhado imediatamente para fazer uma cirurgia pelo método de videolaparoscopia, que inicialmente seria simples, o procedimento precisou ser interrompido, como relata Alexandre: “Os médicos constataram, ao introduzirem a câmera, que o apêndice já tinha se rompido e que todo o intestino estava contaminado e infectado”.
Por conta dessa situação foi necessário realizar a limpeza do local e retirada do material infeccioso e, dessa forma, o que seria uma cirurgia rotineira tornou-se um procedimento de alto risco.
Fé: sustento nos dias difíceis
Frequentadores da Igreja Universal e conhecedores da Palavra de Deus, Alexandre e sua esposa se apegaram à fé desde o início. Após a cirurgia, ele permaneceu internado por 15 dias e conta como reagiu naquele período: “Todos os dias eu clamava a Deus, enquanto minha esposa buscava forças participando das reuniões, de propósitos e de orações pela minha cura”.
Recuperação longa
A recuperação foi longa e delicada, o que o levou a perder parte da musculatura abdominal. Além disso, depois da retirada dos pontos, a pele se abriu, o que deixou os órgãos expostos. “Com o passar do tempo, o músculo foi se regenerando, mas fiquei com um buraco na barriga. Dois meses depois, precisei passar por outra cirurgia para o fechamento do local”, conta.
A segunda cirurgia
A segunda cirurgia ocorreu sem complicações e Alexandre conseguiu retomar suas atividades e sua rotina normalmente. Hoje, ele afirma que sua saúde está restabelecida.
Ele superou os diagnósticos equivocados, a demora no atendimento e um procedimento de alto risco e detalha como avalia hoje aquela fase: “Após três dias com o apêndice rompido, normalmente a pessoa não resiste, pois os órgãos são infectados. Humanamente, não era para eu sobreviver”.
O cuidado de Deus em cada detalhe
Alexandre esclarece como vê as cicatrizes que ficaram: “Elas são o testemunho do poder e do cuidado de Deus. Até os médicos ressaltaram que eu deveria agradecer muito a Deus porque, segundo eles, não era para eu estar vivo”, conclui.
A Universal ensina a prática da fé associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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