Uma vida à base de choro e drogas

Por onde passava, Regirlandia Moura levava consigo os problemas. Saiba como ela mudou

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A cabeleireira Regirlandia Vieira Moura, de 26 anos (foto abaixo), nasceu em Mombaça, município com 44 mil habitantes, localizado a 308 km de Fortaleza, no Ceará. A cidade era tranquila e pacata, mas o clima dentro de sua casa era considerado por ela infernal, por causa das brigas dos seus pais. “Minha irmã mais velha me levava para fora de casa, porque eu chorava muito.”

Ela conta que também enfrentava necessidades financeiras e que desejava morrer. “Tudo o que tínhamos era bem pouco. Havia tanta tristeza em mim que eu planejava me matar. Cheguei a amarrar uma corda no pescoço para fazer isso.”

Aos 16 anos, ela se mudou para São Paulo para trabalhar. “Surgiu uma oportunidade para cuidar de duas crianças e de uma casa. Minha mãe não queria deixar, mas insisti. A princípio, fazia tudo certo, mas depois me deu vontade de sair e conhecer pessoas.”

A jovem começou a ter atitudes negativas. “Comecei a mentir, a gritar com os filhos da moça que eu cuidava e não fazia mais nada direito. Ela me demitiu e me mandou para a casa do meu irmão.”

NÃO ERA O ENDEREÇO QUE PRECISAVA MUDAR
Regirlandia mudou de endereço, contudo o vazio interior a acompanhou. Os problemas só aumentaram. “Arrumei outro trabalho, saía para bares e festas e fazia tudo que queria. Fui morar com uma amiga e ficamos desempregadas”, descreveu.

Após ler alguns anúncios de emprego, ela encontrou o que seria o pior deles em sua vida. “Eu e minha amiga fomos a uma boate e fizemos o nosso primeiro programa.”

Para conviver com essa situação, ela consumia bebidas alcoólicas e drogas. “Usava maconha, cocaína e LSD, porque sã eu era uma pessoa triste. Mas, quando bebia, tinha coragem”, conta.

No entanto uma situação fez com que ela reconhecesse o mal que estava fazendo a si mesma. “Fui arrancada de dentro de uma boate, bêbada, xingando e batendo nas pessoas, com roupa curtíssima, maquiagem borrada e sem rumo. Quando vi todos me olhando no transporte público, me senti pior do que lixo. Prometi à minha mãe que iria mudar.”

UMA CHANCE
Ela foi morar com a irmã e convidada por ela para ir à Universal. “Notei que lá o ambiente era diferente: as pessoas não me julgavam e me entendiam”, contou. Então, ela encontrou a vida que procurava. “Deixei bebida, drogas, amizades, dúvidas, complexos, maus pensamentos e aprendi com a fé e a Palavra de Deus a combater tudo que me fazia mal. Me batizei nas águas e comecei a buscar o Espírito Santo. Hoje sou outra pessoa no mesmo corpo, vivo um casamento feliz e tenho paz”, finalizou.

 

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Colaborador

Flávia Francellino / Fotos: Cedidas