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Notícias | 23 de agosto de 2019 - 13:01


Qual é o combustível que move o coração dos nascidos de Deus?

Aqueles que são transformados pelo poder do Altíssimo deixam de lado os seus planos pessoais para viver os planos do Criador. Entenda a importância desta atitude

Você já pensou sobre o que faz pulsar a vida de quem teve um encontro verdadeiro com Deus? Para respondermos a esta pergunta, podemos recorrer à trajetória dos discípulos que seguiram o Senhor Jesus de perto, enquanto Ele esteve em forma de homem neste mundo.

Faça um exercício de memória e tente se lembrar o que aconteceu com eles. Pedro, Tiago, João e os demais eram homens comuns que viviam uma realidade simples. Eles conheciam a Deus, mas o que eles iriam experimentar ao lado do Senhor Jesus seria algo que transformaria suas vidas para sempre. Eles nunca mais enxergariam o mundo da mesma maneira.

O grupo convivia com o Mestre todos os dias e ouvia dEle os ensinamentos que vinham do próprio Pai. Eles foram testemunhas do poder do Espírito Santo e passaram por um treinamento intensivo que durou três anos.

Em outras palavras, o Senhor Jesus queria que eles se tornassem uma cópia genuína de quem Ele era. Isso porque aquele grupo de pessoas daria continuidade ao trabalho dEle na Terra: aproximar a humanidade do Criador.

Portanto, os discípulos precisavam aprender a enxergar o mundo pela mesma ótica de Cristo. Foi o que eles fizeram depois da partida do Mestre: divulgaram a mensagem de arrependimento dos pecados e Salvação Eterna entre os povos. O resultado disso é narrado no livro bíblico de Atos.

Ao longo de toda a Bíblia, vemos que o sonho de Deus em relação à Sua principal criação – os humanos – é reunir para Si um grupo de pessoas que se relacione com Ele em comunhão, a ponto de Ele ter oferecido o Seu Amado Filho, Jesus Cristo, para morrer em uma cruz (João 3.16). Esse era o tipo de morte mais terrível a que os romanos submetiam um criminoso. Houve açoites, uma coroa de espinhos e pregos em Suas mãos. Tudo em nome do resgate da humanidade, que estava morta no pecado.

Foi por isso que Deus amou Abraão. Porque ele contribuiu com o plano do Altíssimo de passar adiante a fé que havia recebido por meio de sua estreita experiência com Ele.

No livro do profeta Isaías, no capítulo 51, versículo 2, Deus afirma: “Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei”. Por causa do patriarca da fé, todas as pessoas da Terra, ao longo dos séculos, tiveram a oportunidade de conhecer a existência de Deus.

Em suas anotações bíblicas, o Bispo Edir Macedo escreve: “o começo modesto deste casal, que concebeu seu filho na velhice (Abraão estava com 100 anos e Sara com 90), e a obediência perseverante fizeram com que ambos se tornassem uma referência para todas as gerações. Abraão e Sara não se tornaram pais somente de Israel, mas de todos aqueles que creem na Palavra de Deus. (Romanos 4.16-22)”.

Assim também deve ser na vida daqueles que são impactados pelo poder do Altíssimo. Não é possível ter uma experiência com o Espírito Santo e sair dela a mesma pessoa. Porque Deus é o Autor da vida. Todo o poder emana dEle. Assim como aconteceu com o grupo de discípulos, com Abraão e Sara, a pessoa é totalmente transformada em seu interior.

Então, os objetivos de Deus passam a ser os da pessoa também. Ela deixa de lado seus planos pessoais para viver os do Criador. Ela é capaz de se submeter totalmente à Vontade do Altíssimo, obedecer aos Mandamentos dEle e compartilhar a fé com outras pessoas para que tenham a mesma alegria que ela tem. A pessoa se torna uma “fonte a jorrar”.

Portanto, o combustível que move o coração dos nascidos de Deus é ganhar almas para o Reino dEle, pois não é mais a pessoa quem vive, mas é Cristo que vive dentro dela. (Gálatas 2.20).


  • Daniel Cruz / Foto: Getty Images 


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