Para quem quer recomeçar e acertar na vida amorosa
Durante os primeiros seis meses deste ano, a Terapia do Amor vai discutir as lições deixadas pelos principais casais citados no livro de Gênesis
No dia 28 de janeiro, teve início, na Terapia do Amor, uma série de estudos sobre os seis principais casais descritos no livro de Gênesis: Adão e Eva, Noé e a esposa, Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó e Lia e José e Azenate. Nos próximos seis meses serão extraídas das histórias e dos dramas de cada um deles lições valiosas para casados e solteiros.

Durante a palestra, no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso, ao lado da esposa, Cristiane Cardoso, falou que nada do que acontece hoje é novidade. Tudo sempre se repete, inclusive nos relacionamentos. Ou seja, o que aconteceu desde Adão e Eva se repetirá até o fim da Humanidade. Sendo assim, ao ler o livro de Gênesis – que quer dizer início –, é possível aprender o que fazer ou não para obter o resultado tão desejado: uma vida amorosa feliz.
O Bispo Renato enfatizou que a vida atual de qualquer pessoa é a somatória de vários acontecimentos e decisões tomadas ao longo de sua vida. Ele exemplificou com a equação matemática aprendida na escola e disse que se o resultado encontrado não fosse o mesmo que estava no final do livro, era preciso refazer toda a operação, desde o início, para encontrar o ponto em que o erro começou e, assim, acertar no resultado. Cristiane disse que na Bíblia está o resultado correto e, por isso, nela há o exemplo dessas pessoas que, apesar de seus erros, foram escolhidas por Deus.
Erros e ensinamentos
Um casal será estudado a cada mês. O primeiro da série não poderia ser outro senão o primeiro casal da Humanidade: Adão e Eva. Logo depois de criar Adão, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só;
far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2.18). Essa passagem indica que o ser humano não foi feito para ficar só. Os relacionamentos, principalmente os conjugais, nos ajudam a identificar os pontos cegos, ou seja, aquilo que não enxergamos em relação a nós mesmos.
Contudo, por causa do egoísmo, muitas pessoas se tornam solitárias, apesar de estar em um relacionamento. Com essa postura, elas focam apenas no que gostam, sonham ou planejam, sem se preocuparem com o outro. Cristiane alertou que um solteiro pode manter esse tipo de vida, mas quem é casado não tem mais esse direito, pois, com o casamento, se deve priorizar o que os dois querem e, para isso, devem ser feitos ajustes.
O Bispo Renato ressaltou que a dificuldade é a mudança de pensamento do “eu” para o “nós”. Muitos casam e querem que o cônjuge seja algo mais, sem alterar em si mesmos o que já existia, quando o que Deus diz é que ambos deixariam pai e mãe para se tornarem “uma só carne”. E, para que essa unidade aconteça, uma parte do “eu” precisa ser sacrificada para se tornar “nós”.

Quem não muda fica só
A dificuldade de fazer esta mudança do “eu” para o “nós” e a manutenção do comportamento de solteiro, apesar de estar casado, quase levaram Clayton dos Santos, de 27 anos, ao divórcio. Sua esposa, Flávia dos Santos, de 26 anos (foto a esq.), quis se separar dele com apenas três meses de união. “Fiquei sem chão. Eu ia às palestras e, mesmo assim, meu casamento estava afundando. Lembrei do meu histórico familiar e nele só havia divórcio. Então, pedi outra chance a ela e vimos que não estávamos colocando em prática os ensinamentos aprendidos na Terapia do Amor. Me desfiz de tudo o que estava desagradando à minha esposa. Busquei ser o marido que a Bíblia diz que eu tinha que ser”, explica.
Flávia também reconheceu que precisava mudar: “minha mudança foi interna. Eu era explosiva, mandona e que sempre tinha razão. Busquei ser a esposa que cuida e auxilia”. O casamento foi restaurado e há seis anos eles extraem da Terapia do Amor os ensinamentos que mantêm a união prazerosa e feliz. “Quando se frequenta as palestras e se pratica o que é ensinado, funciona”, declara Clayton.
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