Homem ou menino grande?

Sim, existem “moleques velhos” e “homens novos”. A diferença é a atitude 

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Em uma piada antiga, uma mãe vai acordar o filho cedo e ele reclama, cheio de manha, ainda entre dormindo e acordado: “ah, mãe, por que tenho que ir àquela escola cheia de crianças e professores de marcação comigo?” Ela responde: “porque você tem 50 anos e é o diretor”.

Sim, há homens que passam a vida com atitudes de um garoto mimado e sem pulso forte – alguns até em posições de liderança –, mesmo depois de casados e com filhos. Há muito sujeito imaturo por aí. O homem sem maturidade é aquele que deixa todas as responsabilidades do casamento nas costas da esposa – pior para os filhos, que crescem vendo essa referência masculina errada. No trabalho, ele enrola e põe a culpa das falhas nos outros. É imaturo quem gasta em supérfluos e fica sem dinheiro para as despesas importantes. Entra nessa lista até aquele sujeito que acha que pode fazer o que quiser de errado sem arcar com as consequências.

O pior de tudo é que muitos não se dão conta de que são imaturos. Na geração atual, por exemplo, há muitos mimadinhos que acham que o mundo é que deve se adaptar às suas vontades, em vez de eles obedecerem às regras.
A adolescência é um período que atualmente se estica cada vez mais. O homem da piada, dependente da mãe até para acordar, é um exemplo. Claro, há adultos que moram com os pais por motivos sérios e são responsáveis, não vamos generalizar, mas muitos ficam por conveniência mesmo. Há sujeitos com mais idade que se comportam como moleques, enquanto outros ainda bem jovens têm atitudes de homem.

O curioso é que nos tempos bíblicos não havia muito isso de adolescência. Um menino, mal acabava a infância, já começava a ser um “jovem homem”. Ele virava aprendiz do trabalho do pai e pegava nas ferramentas para ajudar no sustento da família. Davi mesmo, ainda garoto, foi levar marmitas para os irmãos mais velhos no campo de batalha e se viu na luta contra Golias, o que definiu sua vida dali em diante. Fosse ele um “crianção”, naquela hora, não teria dado os primeiros passos para ser um dos maiores reis da história. Mas, depois de adulto, cometeu um deslize imaturo ao se deixar levar pela beleza de uma mulher casada e matar seu marido. Um breve afastamento dele de Deus virou um enorme problema. “Seus pais confiaram em você quando se mataram de trabalhar para lhe proporcionar a escola, fazer faculdade, se tornar homem e hoje você é um menino grande dentro de casa, que eles têm que sustentar ainda? Ter responsabilidade é ser responsável com o que lhe foi confiado. Sua esposa confiou em você quando se casou; seu patrão, quando lhe deu emprego; seus clientes, ao fecharem negócio com a sua empresa. Você tem que ser responsável, de palavra. Onde está a sua responsabilidade?”, questionou o Bispo Renato Cardoso em uma reunião.

Se um homem é imaturo no dia a dia, imagine com Deus. Também é preciso ter responsabilidade para com Ele e estabelecê-Lo como prioridade. Caso contrário, as consequências serão péssimas em tudo: casamento, dinheiro, saúde, amor, trabalho e por aí afora.

A Bíblia mostrou há mais de dois mil anos o “pulo do gato” da maturidade masculina: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (1 Coríntios 13.11). O que separa os meninos dos homens é ser homem. Não importa a idade.

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Autor

Marcelo Rangel / Foto: Getty Images