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Notícias | 24 de Janeiro de 2021 - 00:05


Faça o que eu digo, não o que eu faço

Deputada de esquerda da Câmara norte-americana quer retirar palavras que mostram a diferença de gêneros, mas ela própria não faz o mesmo na vida pessoal

Faça o que eu digo, não o que eu faço

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) e filiada ao partido Democrata, Nancy Pelosi, propõe eliminar da linguagem usada na Casa o uso de palavras como “mãe, pai, irmã, irmão, filha, filho”. Segundo ela e o deputado James McGovern, do Estado de Massachusetts, que encaminharam a estranha proposta ao plenário para as resoluções de 2021, esses termos “não promovem inclusão”.
A dobradinha entre Nancy e McGovern quer modificar o vocabulário de tudo o que for escrito ou falado na Câmara, mesmo os termos tradicionais das relações familiares. Seriam proibidas palavras como avô, avó, pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, sogro ou sogra, com diferenciação de gênero. Passariam a ser usados termos como parent (tanto pai quanto mãe, em inglês), child (criança, também usado para filho ou filha), sibling (irmão ou irmã) ou spouse (cônjuge).

Lamentável que políticos gastem seu tempo e o dinheiro do contribuinte dessa forma, enquanto todos os países enfrentam a maior pandemia dos últimos tempos e suas consequências sociais.

Nancy é a segunda, atrás apenas do cargo de vice-presidente, na linha dos que podem assumir a presidência temporariamente, caso o titular se afaste para uma viagem ou tire licença por doença, por exemplo, ou definitivamente, em caso de morte ou impeachment.

Não por acaso, Nancy encaminhou um processo de impeachment do presidente Donald Trump no começo de janeiro deste ano. Esse ato o proíbe de concorrer novamente à Presidência norte-americana nas próximas eleições, como ele já revelou que é sua vontade. A tentativa da deputada de atrair a atenção para isso então tem dado certo?

Também está sendo bem clara a intenção da estratégia de falar o que parte da população, que geralmente vota na esquerda, quer ouvir: querem ganhar prestígio ou, traduzindo melhor, votos futuros, para ocupar, quem sabe, a Casa Branca.

A intenção de atrair “ibope” fica ainda mais clara pelo estilo “faça o que eu digo, não o que eu faço” da deputada. A própria Nancy, tão “inclusiva” e contra gêneros, se define em sua descrição no perfil do Twitter como “mãe e avó”. Quer proibir o uso dessas palavras na Câmara, mas na casa dela age de modo diferente. Ela também publicou o livro Know Your Power: A Message to America’s Daughters, (Conheça Seu Poder: Uma Mensagem Para as Filhas da América, em tradução literal).

Não é a mesma coisa que querer respeitar mulheres que trabalham em várias atividades mudando termos como firemen (bombeiros, ou “homens do fogo”, na origem um tanto poética da palavra) para firefighter (combatentes do fogo), o que realmente inclui no idioma profissionais dos dois gêneros. Nancy e McGovern querem ferir a instituição da família, tirando das bocas e dos textos uma palavra como “mãe”, algo que só uma mulher pode ser, conforme a natureza de Deus ditou – por mais que os dois gêneros sejam capazes de criar devidamente seus filhos e filhas.

Mas não é novidade que a esquerda queira bagunçar instituições importantes como a família e a crença espiritual, pois ambas proporcionam estabilidade a homens e mulheres de bem. Com uma sociedade formada por indivíduos instáveis, sem “chão” no próprio lar e no espírito, é mais fácil “pescar” eleitores e manipulá-los como marionetes para se manter no poder.

Não é contraditório que os esquerdistas, que tanto pregam o “respeito” pelas diferenças, queiram juntar todos em um só balaio considerando um mesmo gênero ou até mesmo nenhum deles? Vale raciocinar sobre isso.


Faça o que eu digo, não o que eu faço
  • Marcelo Rangel / Foto: Getty Images 


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