Exageros no pós-pandemia
Como será a vida pós-pandemia do novo coronavírus? A história mostra que os períodos depois de grandes surtos de doenças foram de uma recuperação lenta e gradual em muitos sentidos – social, econômico e da própria saúde da população, entre outros.
Mas bastou a notícia de que algumas vacinas já estavam liberadas – mesmo que só para uso emergencial e para alguns grupos restritos, como os trabalhadores da linha de frente e idosos, por exemplo – para que milhões de brasileiros saíssem às festas, aglomerações e cometessem os mais desatinados excessos.
E, mesmo que o medicamento fosse para todos neste primeiro momento, a Covid-19 não acabaria da noite para o dia. Haverá resquícios dela em alguns lugares, como ocorre com qualquer doença, até que seja erradicada um dia. Foi assim no século 14 com a peste bubônica, que ainda existe, embora em pequena escala, e com a gripe espanhola 100 anos atrás, que matou pelo menos 50 milhões de pessoas.
O programa Domingo Espetacular, da Record TV, exibiu em 31 de janeiro a matéria O mundo pós-pandemia: o que vem por aí?, na qual especialistas traçaram como será a realidade quando o novo coronavírus começar a dar seus últimos sinais de domínio sobre a Terra. Resumindo: a normalidade da vida não voltará da noite para o dia, como muitos pensam.
O que esperar?
No momento, o que a vacina traz é esperança, mas isso não é motivo para acreditar que tudo será como antes. “Especialistas apontam para a chegada de uma nova era e alertam que ela pode não ser tão boa quanto todos nós sonhamos”, relatou o repórter Raul Dias Filho, no Domingo Espetacular. A matéria mostrou uma previsão de como será o pós-pandemia da Covid-19 com base em outras pandemias ao longo da história, segundo o influente sociólogo e médico
Norte-americano Nicholas Christakis.
Ele diz que os estragos econômicos durarão até cerca de 2024. A partir daí começará “uma fase de êxtase perigosa, marcada pelo consumo exagerado e a libertinagem sexual”. No Brasil, muitos já anteciparam essas duas tendências, com multidões nos shoppings em busca de uma compensação por ter ficado meses em isolamento, além de participação em baladas, bailes funk e festas de cunho sexual.
A matéria mostra entrevistados dizendo que querem “recuperar todo o tempo perdido” e relembra que foi exatamente assim na época da peste bubônica e da gripe espanhola – o carnaval brasileiro de 1919 é lembrado pelos excessos na folia e uma quebra posterior nos padrões de comportamento, que resultou em mais doenças sexualmente transmissíveis e vícios.
A historiadora brasileira Claudia Fay cita no programa que as pessoas na época achavam que “a vida é curta, então tenho que aproveitar tudo”. E tome libertinagem que, ironicamente, encurta mesmo a vida.
Mas o viés cristão é diferente: de que vale uma trajetória de excessos que pode resultar em uma vida eterna de perdição no inferno, em vez da Salvação ao lado de Deus para todo o sempre?
O Fim dos Tempos se anuncia cada vez mais próximo. Esse princípio das dores, como citou o Senhor Jesus em Mateus 24, é real e está acontecendo agora. Quem se entregar à devassidão, ao “aproveitar o agora” sem pensar no amanhã pode ter esse mesmo “amanhã” pior do que o isolamento doméstico ou a economia mundial precária e deficitária. O mal da vida eterna no inferno é infinitamente maior do que esse período que agora começa para a Humanidade, para a qual não é recomendável ceder à armadilha diabólica de cair na depravação e em outros excessos.
Como mostram os especialistas, a Humanidade passou por períodos até mais difíceis do que este e vai se refazer desse impacto. Se isso será de uma forma satisfatória e realmente benéfica cabe a cada um decidir o que é melhor para si e que terá reflexos para todos. Só quem optou pelo Espírito Santo em sua vida terá o discernimento necessário para seguir pelo caminho certo.
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