“Eu não fui participar de um culto, mas para entregar a minha vida”
Conheça a história de Ivonete Alves e entenda como ela conseguiu vencer o transtorno bipolar e a depressão
O transtorno bipolar é uma doença mental e – de acordo com especialistas – incurável, que atinge pessoas de todas as idades. Sua principal característica é a alternância entre períodos de depressão e euforia.
Os portadores desse distúrbio apresentam alterações repentinas de humor e de comportamento que comprometem sua vida pessoal, profissional e social. Ora eles estão em estado de completa euforia, ora mergulhados num completo estado de depressão.
A raiz
Foi exatamente assim que Ivonete Alves Sobrinho, de 54 anos, viveu durante grande parte de sua vida.
“Na euforia, eu era uma pessoa muito agitada, nervosa. Ofendia e feria as pessoas que eu mais amava. Na depressão, eu me fechava, me isolava. A dor na alma era tanta que a vontade que eu tinha era de tirar a minha vida”, relata.
Embora estivesse cercada por pessoas que a amavam, Ivonete vivia aprisionada a emoções e sentimentos negativos que a dominavam. E a raiz de tudo isso estava no abandono materno que sofreu ainda na infância. “Eu fui abandonada por minha mãe na infância. Ela nos deixou com meu pai e foi embora”.
Aos 15 anos, relembra, ela tentou o suicídio.
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Tratamento psiquiátrico e medicação
Na fase adulta, mesmo casada e com filhos, as crises só pioravam. Inclusive, chegou a ser internada, a ponto de não conseguir se mover. Após receber alta hospitalar continuou o tratamento com o psiquiatra e tomando medicação. “Essa medicação não me ajudava, me paralisava”, relembra.
Nova tentativa de suicídio
Cansada de tanto sofrimento, Ivonete, novamente, estava determinada a tirar a própria vida. Contudo, no dia que planejou fazer isso, um simples encontro a fez retroceder e dar a si mesmo uma última chance.
“Eu estava descendo o elevador do prédio para comprar um litro de vinho. Eu ia beber, tomar um vidro todo de anfetamina e depois ia me jogar da sacada do prédio. Mas eu encontrei uma vizinha. Ela olhou para mim e perguntou se estava tudo bem. Eu respondi: ‘não, não está’”.
Alguns minutos depois, a vizinha estava no apartamento de Ivonete conversando com ela. Em seguida, ligou a televisão na programação da Universal e pediu que Ivonete assistisse. E para surpresa dela, o testemunho que estava passando era exatamente o retrato da sua vida.
Assim sendo, no dia seguinte ela foi à Universal. Era um domingo pela manhã. “Foi a última chance que eu pedi para Deus. Eu não fui participar de um culto ou pedir uma cura, eu fui para entregar a minha vida”, declara.
Acompanhe no vídeo abaixo o depoimento completo de Ivonete:
Então, se você também deseja a mesma oportunidade que Ivonete teve, participe de uma reunião na Universal. Procure aqui o endereço mais perto de sua casa.
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