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Notícias | 19 de junho de 2019 - 12:28


“Eu não fui participar de um culto, mas para entregar a minha vida”

Conheça a história de Ivonete Alves e entenda como ela conseguiu vencer o transtorno bipolar e a depressão

O transtorno bipolar é uma doença mental e – de acordo com especialistas – incurável, que atinge pessoas de todas as idades. Sua principal característica é a alternância entre períodos de depressão e euforia.

Os portadores desse distúrbio apresentam alterações repentinas de humor e de comportamento que comprometem sua vida pessoal, profissional e social. Ora eles estão em estado de completa euforia, ora mergulhados num completo estado de depressão.

A raiz

Foi exatamente assim que Ivonete Alves Sobrinho, de 54 anos, viveu durante grande parte de sua vida.

“Na euforia, eu era uma pessoa muito agitada, nervosa. Ofendia e feria as pessoas que eu mais amava. Na depressão, eu me fechava, me isolava. A dor na alma era tanta que a vontade que eu tinha era de tirar a minha vida”, relata.

Embora estivesse cercada por pessoas que a amavam, Ivonete vivia aprisionada a emoções e sentimentos negativos que a dominavam. E a raiz de tudo isso estava no abandono materno que sofreu ainda na infância. “Eu fui abandonada por minha mãe na infância. Ela nos deixou com meu pai e foi embora”.

Aos 15 anos, relembra, ela tentou o suicídio.

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Tratamento psiquiátrico e medicação

Na fase adulta, mesmo casada e com filhos, as crises só pioravam. Inclusive, chegou a ser internada, a ponto de não conseguir se mover. Após receber alta hospitalar continuou o tratamento com o psiquiatra e tomando medicação. “Essa medicação não me ajudava, me paralisava”, relembra.

Nova tentativa de suicídio

Cansada de tanto sofrimento, Ivonete, novamente, estava determinada a tirar a própria vida. Contudo, no dia que planejou fazer isso, um simples encontro a fez retroceder e dar a si mesmo uma última chance.

“Eu estava descendo o elevador do prédio para comprar um litro de vinho. Eu ia beber, tomar um vidro todo de anfetamina e depois ia me jogar da sacada do prédio. Mas eu encontrei uma vizinha. Ela olhou para mim e perguntou se estava tudo bem. Eu respondi: ‘não, não está’”.

Alguns minutos depois, a vizinha estava no apartamento de Ivonete conversando com ela. Em seguida, ligou a televisão na programação da Universal e pediu que Ivonete assistisse. E para surpresa dela, o testemunho que estava passando era exatamente o retrato da sua vida.

Assim sendo, no dia seguinte ela foi à Universal. Era um domingo pela manhã. “Foi a última chance que eu pedi para Deus. Eu não fui participar de um culto ou pedir uma cura, eu fui para entregar a minha vida”, declara.

Acompanhe no vídeo abaixo o depoimento completo de Ivonete:

Então, se você também deseja a mesma oportunidade que Ivonete teve, participe de uma reunião na Universal. Procure aqui o endereço mais perto de sua casa.


  • Jeane Vidal / Foto: Getty Images 



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