Eficiente e fiel
Pedro é lembrado como um dos pilares da Igreja de Deus em todo o mundo. Quando o Senhor Jesus partiu para o lado do Pai e nos deixou o Espírito Consolador, também deixou Seu fiel seguidor incumbido de alicerçar o que seria Seu corpo aqui na Terra.
Mas quem conhece a história do apóstolo pescador sabe que ele não era famoso, no começo, por ser prudente. Pedro era pavio curto, intempestivo, falava antes de processar o que ouvia, e impulsivo. Somente com seu amadurecimento, depois de aprender a não ceder às emoções, a ouvir e a obedecer, o Messias o viu pronto para ser o líder de Sua Igreja.
Com o passar dos séculos, a história se mostrou repleta de exemplos de homens impulsivos e até irresponsáveis que tinham certo destaque, mas só se tornaram líderes após exercitarem a humildade, de saberem se curvar (no bom sentido) às suas lideranças, serem fiéis a elas, confiáveis e competentes. Até a ficção já explorou muito isso em livros, filmes, séries e quadrinhos.
Hoje vemos líderes não tão líderes assim. Em seu egocentrismo, eles não sabem obedecer. Eles acham que são grandes demais para dar satisfação do que fazem a alguém. É o caso daquele que, em uma empresa, “puxa o tapete” de outros que têm potencial para se tornarem líderes. Se ele sente que o “poderoso chefão” pode se agradar de alguém, joga sujo de alguma forma e dá um jeito de “eliminar o adversário”. Ele pode até ser competente, mas deixa sua ambição tomar conta dele e mostra o quanto é medíocre, mau-caráter, um lobo em pele de cordeiro.
Ninguém que joga sujo merece o que ganhou, pois não venceu com hombridade, mas trapaceou como um moleque. Há quem justifique essa conduta com a frase “os fins justificam os meios”, a típica desculpa de alguém que não merece ser chamado de homem.
Outro exemplo de má liderança é daquele homem que foi alçado a um cargo de chefia e mudou com os semelhantes. É óbvio que as coisas mudam no relacionamento entre colegas, pois deve existir respeito pela hierarquia. Mas, quando o poder sobe à cabeça do despreparado, o time inteiro perde. Ele quer demonstrar poderio para se sentir superior, por causa de seu complexo de inferioridade enrustido, e perde a confiança de seus liderados. Se esse mesmo sujeito se lembra de como era estar integrado à equipe nas posições mais baixas ou nas intermediárias, sabe como a máquina toda funciona e coordena-a da melhor forma.
Isso se aplica a todos os aspectos da vida. Quem não se dedica antes a ser um bom filho não saberá ser um bom pai. Sem ser bom cidadão, não será bom político. Se não é um funcionário confiável, não será bom patrão. Se não é bom namorado, dificilmente será bom marido. Se não é um membro ou obreiro fiel, não servirá para ser um bom pastor ou bispo – como pode estar na liderança de uma Igreja sem antes saber ser submisso ao Altíssimo? Quem percebe que seu líder espiritual não é ciente da sua real posição diante de Deus se torna um futuro ex-membro.
Além de tudo, quem mostra respeito por seus liderados não tem “ataquezinhos de poder”, como se fosse um menino mimado que não pode ser contrariado. Mas se for alguém que olha a liderança de cima para baixo e de baixo para cima, ganhará a dedicação e a obediência real de seus subordinados – e eles, por sua vez, terão um bom exemplo para um dia serem bons chefes, pais, maridos e líderes.
O EXEMPLO DE JESUS
A real responsabilidade de um líder ultrapassa sua carreira ou vida e ele deixa um legado. Voltando ao Senhor Jesus, Ele provou que um bom líder precisa de bons liderados e vice-versa. Ele lavou os pés dos discípulos, dando-lhes o exemplo (João 13). Deles, Pedro tornou-se líder. Já Judas não soube obedecer e todos sabemos qual foi o destino dele.
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