Dois dias viajando de trem para participar de um encontro de fé
Aos 86 anos, a siberiana Irina Yakovlevna não mediu esforços nem a distância. Ela é exemplo de como uma atitude revela o que realmente uma pessoa deseja
O que você estaria disposto a fazer depois de saber da existência de um lugar onde o seu problema poderia ser resolvido, mas que estivesse distante milhares de quilômetros?
Irina Yakovlevna, de 86 anos, não teve dúvida do que tinha que fazer. Ela soube que a Universal realizaria um encontro de Fé, no dia 27 de fevereiro, em Novosibirsk (Nova Sibéria) – distante 2.300 quilômetros de Ulan-Ude, capital da República da Buriácia, onde ela reside –, e não mediu esforços para viajar de trem durante quase dois dias até chegar ao local.
Há cerca de um mês, Irina conheceu o trabalho da Igreja Universal ao ver a programação em um canal de TV via satélite. Foi no programa que ela soube do encontro. Viúva, Irina perdeu o marido em 2020. “Passei muitas lutas na vida, mas nos últimos tempos Deus tem me ajudado muito”, reconhece. Ela conta que na juventude cursou uma universidade e por 42 anos foi contadora-chefe. Ela nunca tinha ido a uma Universal, pois o trabalho evangelístico da Igreja ainda não chegou em sua cidade.
Para estar em Novosibirsk no dia 27 de fevereiro – quando seria iniciado o trabalho evangelístico por lá –, Irina saiu de casa no dia 25, sob uma temperatura entre 26 e 30 graus abaixo de zero e enfrentou cerca de 47 horas (quase dois dias) de percurso pela famosa ferrovia Transiberiana. Ela revela o que a motivou a sair de tão longe: “eu queria orar pela minha saúde e pela libertação do meu neto que tem vício em bebida. Eu já não sou jovem, tenho 86 anos, viajei sozinha e quem me acompanhou foi o Senhor Jesus”.
Irina foi a primeira a chegar ao local. Todo esforço dela não foi em vão, segundo relata: “me senti mais leve e fiquei curada das dores nas costas. Senti uma alegria muito grande, que eu não consigo explicar. Foi muito bom. Estou muito feliz por ter participado da reunião”.
Do horário em que terminou a reunião até a saída do trem de volta para a sua cidade, Irina precisou aguardar seis horas na estação de trem e encarar mais dois dias de viagem. Infelizmente, por causa da distância e da idade, as idas dela a Novosibirsk não poderão ser constantes. Até que possa voltar, ela assistirá à programação pela TV e receberá o acompanhamento de pastores e obreiros por telefone.
Apesar das dificuldades que enfrentou, Irina deixa um conselho àqueles que sempre dão desculpas para não ir à Casa de Deus: “eu aconselho com certeza a ir à igreja, orar a Deus e aceitar o Senhor no seu coração”.

Vencendo as barreiras
A frase “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15) foi uma das últimas ordens dadas pelo Senhor Jesus enquanto Ele ainda estava, como homem, aqui na terra. Passados mais de dois mil anos, ela continua valendo e é por isso que a Universal não mede esforços para pregar a Palavra que gera Vida. Chegar em Novosibirsk é um exemplo claro disso. Maior centro urbano da Sibéria e a terceira maior cidade da Rússia – depois da capital, Moscou, e São Petersburgo –, Novosibirsk é a capital da próvíncia da Sibéria e tem cerca de 2 milhões de habitantes.
Localizado na região central da cidade, próximo a uma estação do metrô, o templo da Universal fica na Rua Sovestkaya, número 58. “A chegada da Universal nesta região castigada por temperaturas que comumente chegam a 45 graus negativos significa uma porta aberta para levar vida e Salvação para todo este povo”, declara o Pastor Ronaldo Francisco do Val, responsável pelo trabalho da Universal na Sibéria. Há 21 anos na Obra de Deus, ele estava em São Petersburgo antes de se deslocar para a região.
Ele e sua esposa, Bruna (foto à direita), foram até o local antes do dia do encontro para convidar as pessoas. “Quando
chegamos aqui antes do dia da reunião, para a evangelização nas ruas, a sensação térmica era de cerca de 40 graus negativos. Mesmo assim, as pessoas mostraram interesse em ouvir sobre o trabalho da Igreja”, conta.
Por causa da pandemia da Covid-19, todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos de saúde foram seguidos. Em razão disso, os participantes foram previamente registrados para que não houvesse aglomeração. Cerca de 40 pessoas participaram do primeiro encontro, enquanto outras centenas estão cadastradas para os próximos. Entre elas estava a pintora Larisa Aleksandrovna Mamedova, de 53 anos, que há dez anos assistiu pela primeira vez ao programa da Igreja transmitido por um canal de TV via satélite.
Larisa conta que, naquela época, seu marido bebia muito e não tinha perspectiva de vida. Como não havia Igreja Universal em Novosibirsk e a mais próxima ficava somente em Moscou, ela telefonava para a Igreja. Dessa forma, os obreiros passaram a acompanhá-la via telefone, fazendo orações e passando a ela mensagens de Fé. Ela revela que, atualmente, o marido está livre do vício.
Larisa ainda diz que, durante todos esses anos, orou para que a Universal chegasse até a Sibéria. Enquanto isso não acontecia, ela acompanhava a programação da Igreja pela TV e pela internet. Por isso, no primeiro encontro de Fé realizado no dia 27, Larisa teve a sua Fé avivada. “Creio que Jesus vai me levantar. Já tenho visto resultados na minha vida. Foi a primeira vez que participei da reunião pessoalmente e recebi uma certeza muito grande. O medo saiu e sei que agora não estou sozinha”, declarou. Larisa já convidou uma amiga para ir ao próximo encontro com ela.
Persistência e Fé
O Bispo Gilcimar Taborda, responsável pelo trabalho da Universal na Rússia, também esteve presente ao encontro. Ele destaca que a localização da cidade foi um fator estratégico para o início do trabalho da Igreja. “A abertura da Universal em Novosibirsk é muito importante. Ela está localizada bem no centro da Sibéria e as demais cidades em volta dela podem acessá-la. Muitas almas serão ganhas aqui e, assim, muitas pessoas serão alcançadas para o Reino de Deus”, diz.
Ele, que é carioca, conta que, em 2002, foi enviado do Brasil para o Leste Europeu para fazer o trabalho evangelístico. Dois anos depois, ele conheceu Katia, sua esposa. Ela é russa, nascida em Moscou, e conheceu a Universal pouco tempo depois de a Igreja ter chegado ao país, em 1997. “Cheguei por causa de diversos problemas (de saúde, espiritual e familiar), não conseguia ter paz e queria uma libertação”, relata.
Depois de se libertar, Katia buscou o batismo com o Espírito Santo. Ela recorda que, ao ser selada com a Presença de Deus, nasceu nela o desejo de levar a outras pessoas a Palavra que a libertou e a transformou.
Entre as maiores dificuldades enfrentadas para pregar a Palavra de Deus, o Bispo Gilcimar conta que estão o frio – ele revela que já evangelizou nas ruas enquanto a temperatura era de 36 graus abaixo de zero – e o idioma, mas que esses fatores não são barreiras para impedir o crescimento do trabalho evangelístico. Atualmente, além do trabalho que está sendo iniciado na capital da Sibéria, a Universal possui 11 templos e dois núcleos na Rússia.
Com esforço
Pregar o Evangelho requer transpor toda e qualquer barreira. Nas Escrituras Sagradas lemos relatos das dificuldades enfrentadas pelos apóstolos para cumprir a ordem do Senhor Jesus de levar a Sua Palavra até os confins da terra. Eles passaram por naufrágios e perseguições. Muitas vezes, todo esforço era aplicado para salvar apenas uma pessoa naquela localidade.
Hoje não é diferente. Quantos pastores renunciam a tudo para pregar a Palavra de Deus em um lugar que nem sabiam que existe? Para eles, não importa a localização geográfica, as condições climáticas, a classe social, os idiomas, os costumes e a cultura. Eles estão em toda parte, seja nos presídios, seja no meio da mata, em uma igreja montada em um barco, em pequenas comunidades ou em grandes centros urbanos.
Em todos lugares onde existam pessoas, a Universal procura alcançá-las por meio da Fé na Palavra de Deus. “Adorar ao meu Deus com a conquista de almas em todo o mundo. Esta é a minha sina. E sei que vou carregar este desejo pulsando dentro do meu peito até os meus últimos segundos de vida”, declarou o Bispo Edir Macedo em sua biografia intitulada Nada a Perder. O Bispo Macedo ressaltou que mesmo “no mais distante vilarejo com o dialeto mais incompreensível, a Palavra de Deus produz frutos”.
É por causa desse anseio que a Universal está hoje em mais de cem países espalhados pelos cinco continentes. E, quando não é possível a abertura de igrejas em uma localidade, a Palavra chega por meio da mídia impressa, como é o caso da Folha Universal, que, semanalmente, chega a mais de 1,7 milhão de pessoas em todo o território brasileiro. A missão de propagar o Evangelho ainda conta com a TV, o rádio e a internet.
Mas se tem que haver esforço por parte de quem recebeu a ordem de levar a Palavra de Deus, ele também tem que existir por parte das pessoas que decidem recebê-La. Não há relatos de facilidades na Bíblia. Quando o Senhor Jesus esteve na terra em forma humana, multidões O seguiam durante dias. Essas pessoas não mediam a distância e atravessavam desertos ou mares e acampavam para ouvi-Lo.
Inúmeros casos são mencionados nas Escrituras, como o da mulher que há anos sofria com um fluxo hemorrágico e já tinha gastado muito dinheiro com tratamentos médicos que não traziam resultados. Quando ela soube que o Messias poderia curá-la, mesmo debilitada, ela foi ao Seu encontro. Foi por meio de sua atitude de Fé que o milagre da cura aconteceu.
Da mesma forma, o exemplo de Irina – contada no início deste texto – revela como reage uma pessoa que crê de fato na Palavra de Deus. Durante o programa Palavra Amiga, na Rádio Rede Aleluia, o Bispo Macedo disse que o Reino dos Céus é tomado por esforço. “Quanto maior a dificuldade para chegar na Igreja Universal, maior será a bênção”, declarou.

Ocorre que, em meio ao atual cenário de pandemia, muitas pessoas têm se acomodado na vida espiritual. Apesar de ser possível participar de uma reunião de Fé seguindo todos os protocolos de segurança de um lugar essencial à vida, elas se abstêm.
O exemplo de Larisa também nos deixa uma reflexão: ela orou para que a Igreja fosse aberta na localidade onde mora, mas perto de milhões de pessoas já existe uma porta aberta. Basta entrar e buscar uma nova vida.
Talvez você já tenha recebido um convite para participar de um encontro de Fé, mas o tem recusado e só tem acumulado problemas. Então, não adie mais a sua ida. Independentemente do esforço que terá de fazer, procure a Universal mais próxima e aprenda como o poder da Fé transforma vidas.
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