“Doente, no hospital, eu ajudava outras pessoas, evangelizava”

Ao receber um diagnóstico de câncer de mama, Dilma da Silva Lopes, de 61 anos, também descobriu o poder da própria Fé

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A aposentada Dilma da Silva Lopes, de 61 anos (foto abaixo), está na Universal há 29. Ela é obreira e, em 2017, descobriu que estava com um tumor na mama esquerda durante um exame de rotina. “Fiz a biópsia para saber se era um tumor benigno ou maligno e, então, entender qual tratamento seria feito. Era maligno.”

A mastologista disse: “a senhora está com câncer”, recorda. Dilma escutou que “o diagnóstico não era nada bom”, afinal, dentro dos graus de classificação do tumor, o caso dela já estava no mais avançado. “Não havia caso de câncer na família e eu também não estava com nenhum problema de saúde. Não havia nenhum mal-estar, nenhuma dor de cabeça até receber essa notícia, que não é nada boa. O nome câncer é simbolo de morte”, recorda.

Dilma conta que não entrou em pânico. “Fiquei assustada, é uma notícia que assusta qualquer um. Isso veio como uma bomba. Mas não entrei em desespero, não me descontrolei, nem perdi a Fé.”

O TRATAMENTO
Imediatamente todas as providências para o início do tratamento foram tomadas. Exames e também a cirurgia foram marcados. “Assim que foi feita a cirurgia, o médico disse que haveria a necessidade de fazer quimioterapia e radioterapia. Senti uma tranquilidade, uma calma. Descansei da cirurgia, feita em outubro e, em dezembro, as sessões começaram”, lembra.

Ao todo, seis sessões de quimioterapia foram realizadas. “No dia 25 de dezembro eu estava sem cabelo, eu mesma cortei, pois estava caindo todo. Depois precisei raspar. Foi horrível. Foi um período muito difícil, passei muito mal, vomitava muito, perdi peso, mas não perdi a Fé. Foi o tempo todo confiando que eu ia conseguir. Continuei agindo a Fé através dos propósitos, participando das correntes de libertação às sextas-feiras, indo às quartas e aos domingos, tomando a água consagrada a Deus com a gota do milagre.”

Antes de descobrir a doença, Dilma compartilha que havia participado da Fogueira Santa, campanha de Fé que acontece duas vezes ao ano na Universal. “Era para eu ter desanimado ou pensado: ‘como você faz uma Fogueira Santa e recebe um diagnóstico desse?’ No entanto, isso não me desanimou. Continuei de Fé em Fé, de propósito em propósito, e tenho certeza que, se não fosse pelos propósitos e pela Fé, não teria aguentado.”

LIÇÕES
Dilma crê que aconteceu com ela algo semelhante ao que a Palavra de Deus diz em João 11.4: “E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus (…)”.
“Sempre falava para Deus que queria ganhar almas e dar testemunho e que não queria dar qualquer testemunho, mas algo grande. Creio que Deus permitiu, porque sabia que eu ia conseguir, que não ia blasfemar, desistir ou perguntar o porquê. Até hoje nunca fiz essa pergunta. O importante é que passei por essa situação, que foi dificil, sim, mas foi uma lição muito grande, poderosa. Vi Deus na minha vida. Doente, dentro do hospital, eu ajudava outras pessoas, evangelizava.”

Experiência difícil, porém, maravilhosa
Dilma reforça que foi uma experiência com Deus maravilhosa, pois ela teve a certeza de que Deus estava com ela. “Eu falava para o câncer: ‘você vai ter que sair de dentro de mim, porque você é menor do que eu. Foi você que entrou, então, você vai sair. Por uma porta você entrou, mas por sete você vai sair.’”

A RESPOSTA
Ao todo, foram 12 meses de tratamento. “Veio outra Fogueira Santa e, em seguida, os médicos disseram que eu estava curada. Dentro de mim, eu já sabia. Deus é maravilhoso. Hoje, a minha saúde está ótima, não tenho problemas, faço exames como sempre. Está tudo bem. Depois dessa experiência estou mais firme, mais confiante. Deus é Deus. Não há como constatar ou duvidar do poder dEle: eu sou testemunha de que Deus existe. Quem estiver passando por situações como essa, vá para o Altar, use a Fé e confie nEle. Ele é o médico dos médicos”, finaliza.

Cura

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Autor

Flavia Francellino / Fotos: Cedidas