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Notícias | 22 de maio de 2019 - 10:48


Dia do detento: data reforça a ressocialização

Grupo UNP, da Universal, foca nesse objetivo há décadas. Entenda

O Brasil possui cerca de 750 mil presos, incluindo os de regime aberto e os detidos em carceragens da polícia. Este número indica um crescimento populacional carcerário, conforme mostrou o Monitor da Violência, feito com base nos dados dos presídios dos 26 estados e do Distrito Federal.

No dia 24 de maio é celebrado o “Dia do detento” no Brasil. A data foi criada com o intuito de reinserir ex-presidiários no mercado de trabalho. Porém, o indivíduo que retorna à sociedade se depara com o preconceito das pessoas, as quais, muitas vezes, os excluem do círculo social e, principalmente, de instituições.

Sendo assim, infelizmente, muitos são impedidos de recomeçar a trajetória profissional, restando a eles a opção inicial: retornar ao crime.

Ressocialização por meio de cursos

Diante desse cenário caótico para o egresso, a Universal tem executado um papel fundamental dentro e fora dos presídios. O programa Universal nos Presídios (UNP) oferece gratuitamente cursos profissionalizantes aos presos. O objetivo é que eles consigam uma qualificação para que possam se inserir no mercado depois de cumprirem a pena.

Em todo o território nacional, centenas de detentos já receberam o certificado de qualificação nas áreas da beleza, culinária, elétrica, artesanato, hotelaria entre outros.

Além disso, o grupo também se empenha em levar aos detentos a Palavra de Deus e a fé, por meio de orações e doações de Bíblias e livros.

24 de maio de 1992

A data é também lembrada – e ficou marcada para sempre no ministério do líder da Universal, o Bispo Edir Macedo -, porque, no dia 24 de maio de 1992 ocorreu a sua prisão. Na ocasião, ele foi acusado de charlatanismo, curandeirismo e estelionato.

O Bispo Macedo ficou 11 dias encarcerado. No dia 3 de junho do mesmo ano, uma quarta-feira, ele foi solto. Mas, antes de sair, recolheu os seus pertences, cumprimentou os colegas de cela um a um e ordenou que os pastores distribuíssem Bíblias para todos, inclusive aos funcionários da carceragem.

De cabeça erguida, o Bispo Macedo saiu da delegacia e foi direto para a Igreja (a do bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo), local onde – na saída de um culto de domingo – havia sido preso.

“É um choque muito grande, uma agressão violenta. Só quem já ficou atrás das grades pode explicar exatamente o que significa”, disse o Bispo em um trecho do livro “O Bispo”, que relata a sua trajetória de vida.

Testemunhos de mudança

Esse trabalho que a Universal executa tem rendido muitos frutos e colaborado, sem sombra de dúvidas, com a ressocialização de incontáveis presos.

Igon Thiego, de 24 anos, é um bom exemplo disso. O jovem, que hoje pode desfrutar da liberdade e de uma vida abençoada, já ficou preso por tráfico de drogas, roubo e homicídio. Contudo, quando ainda estava preso, ele recebeu algo que mudou completamente a sua vida.

“Eu me envolvi em uma organização criminosa, comecei a negociar armas. Meu perfil era totalmente diabólico: se fosse para concluir uma missão, eu concluía; se fosse para tirar vida, eu tirava”, comentou.

Acompanhe no vídeo abaixo a história completa de Igon e o que o fez mudar:

O grupo

Milhares de voluntários do grupo Universal nos Presídios (UNP) pelo país prestam auxílio aos encarcerados. Essa ajuda se estende também às famílias dos detentos.

Quer saber mais a respeito do trabalho do grupo? Clique aqui e acesse a página oficial da UNP no Facebook.


  • Sabrina Marques / Foto: iStock 



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