De mocinho a vilão

A terceira temporada da série Reis, da Record TV, vai mostrar como Saul, o homem escolhido por Deus, acabou sendo rejeitado por Ele

série Reis, da Record TV, escrita por Raphaela Castro e com direção-geral de Leonardo Miranda, deixou seus telespectadores na expectativa com o término da segunda temporada.
Em entrevista exclusiva à Folha Universal, a autora conta que a terceira temporada, que estreia em agosto, vai abordar como o homem escolhido e ungido por Deus e que tinha tudo para ser um excelente rei se corrompeu. Por essa razão, essa nova temporada se chamará A Rejeição, visto que Saul rejeitou a Deus quando O desobedeceu e, por conta disso, também foi rejeitado por Ele. Embora Davi, o homem “segundo o coração de Deus”, não apareça nesta temporada, os acontecimentos retratados nela já apontarão para a história dele.

Na segunda temporada, o público se deparou com um Saul (interpretado por Carlo Porto) que os cristãos raramente conhecem. Apesar de ser lembrado apenas como um rei orgulhoso e desobediente, o que não se pode esquecer é que Saul não foi escolhido como soberano aleatoriamente. A unção dele foi ordenada pelo Próprio Deus. Então, o público conheceu um Saul que se mostrou um homem humilde e até inseguro por não se achar capaz de reinar Israel.

Já na terceira temporada a autora destaca que haverá uma transição de Saul de mocinho para vilão. Ele se tornará um rei tão perverso a ponto de ser rejeitado por Deus. “Quais foram as decisões que ele tomou e que culminaram neste homem completamente diferente daquele que era quando começou? Afinal, uma queda assim não acontece da noite para o dia”, enfatiza Raphaela.

Correndo o mesmo risco
Quando lemos a Bíblia, principalmente os trechos que tratam dos reis de Israel, Raphaela diz que é normal classificarmos os monarcas entre aqueles que foram ruins e aqueles que foram bons, com destaque para Davi, e constatarmos que a maioria deles foi péssima. Os interesses desses monarcas eram egoístas e, por não se importarem com Deus, eles se importavam ainda menos com Seu povo.

Porém, mesmo parecendo tão nítido ver quem foi bom ou ruim, a autora afirma que tal classificação é simplista e essa é a grande lição que o público não pode perder de vista na nova temporada. “Sempre pensamos que uma pessoa cometeu atrocidades porque a índole dela era má, mas a história dessa temporada mostra que não. Qualquer pessoa, por melhor que seja, por melhor criação que tenha, por mais que tenha temido a Deus um dia, pode se transformar em uma pessoa perversa”, alerta Raphaela. Ela ainda avalia que muitas pessoas pensam que nunca cometeriam um pecado, pois acreditam que apenas os maus pecam, mas o que elas não entendem é que a maioria das que cometem pecados na verdade um dia foi considerada incapaz desse tipo de atitude.

Entretanto as más decisões adotadas frente aos acontecimentos do cotidiano podem conduzir uma pessoa a se tornar alguém que nunca imaginou ser, a exemplo do que aconteceu com Saul. Ele chegou ao cúmulo de consultar uma feiticeira porque Deus não falava com ele e ele não queria se arrepender. Ao chegar no fim da vida, a distância entre o homem que ele era e o que ele se tornou foi tão grande que ele cometeu suicídio. “É uma história com a qual nós nos identificamos muito porque os perigos que Saul correu com relação à sua fé são os mesmos que todos nós corremos em relação à nossa fé e à nossa Salvação. E as decisões que mudam realmente a vida de uma pessoa, tanto para melhor quanto para o que vai lhe custar a Salvação, são as pequenininhas. Essa temporada fala com todas as pessoas sem exceção, inclusive com aquelas que estão bem, porque é como a Bíblia diz: ‘aquele que pensa que está de pé cuide-se para que não caia’”, conclui.
Para saber mais sobre a série Reis, da Record TV, acesse o site recordtv.r7.com/reis, acompanhe as redes sociais e o canal Fora de Série, no YouTube.

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Autor

Núbia Onara / Foto: Blad Meneguel