Cuidado com o comportamento tóxico

Algumas pessoas prejudicam a outros e a si mesmas com palavras e atitudes sabotadoras. Como não fazer isso ou ser prejudicado por quem faz?

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Você já ouviu falar de “pessoas tóxicas”. Já se sentiu infeliz ou desencorajado por influência de outros? Ou, pior, é ou já foi assim com alguém? Um estudo recente da Universidade Friedrich Schiller, da Alemanha (FSU, na sigla em alemão), revelou que quem se comporta toxicamente pode mesmo causar uma resposta de estresse no cérebro de outra pessoa.

Os maus estímulos de alguém tóxico levam quem está sob sua influência, por exemplo, a desanimar de projetos, a se tornar relapsa e a não ter paciência com coisas que antes tirava de letra. O tóxico sabota a vida do próximo e pode até achar que se beneficia com o resultado, mas na verdade também se prejudica. Como perceber quem faz isso? Confira no boxe na página ao lado as principais atitudes de pessoas tóxicas.

Não pessoas, mas atitudes
A psicóloga Larissa Cavalcanti, de São Paulo, lembra que a ciência define como tóxica a substância que ataca um organismo de alguma forma e levanta uma questão muito interessante: “quando afirmamos que as pessoas são ou que somos algo, isso se torna um rótulo. Assim, podemos refletir que pessoas não podem ser tóxicas, mas todos podemos ter comportamentos que atacam o nosso organismo ou de outrem”.

Ela adverte que quem se sente prejudicado também precisa avaliar sua postura diante de quem é tóxico: “depois de se encontrar com o fulano você se sente pesado e cansado, pois ele sempre fala mal de alguém que vocês conhecem. Refletindo um pouco mais, você poderá perceber que sempre acaba concordando com ele e pensa que ele deve falar mal de você também. E, por fim, pode acabar sentindo raiva dele e de si mesmo por repetir isso a cada encontro”.

Ataque ao espírito
Portanto, segundo Larissa, tanto quem tem atitudes tóxicas quanto quem é prejudicado por elas precisam rever sua postura. A boa notícia é que tem jeito e quem acompanha a história da Universal já viu isso milhões de vezes.

Até dentro das igrejas há pessoas que contaminam o ambiente com suas atitudes. Elas questionam a entrega do outro a Deus, seus sacrifícios e reclamam da Igreja ou dos pastores e bispos para plantar a semente da desconfiança. Elas apontam defeitos de quem chegou justamente para se curar deles, minando o apoio que receberiam. Trata-se de uma influência sutil e maligna.

O Bispo Edir Macedo orienta em seu blog: “não se deixe enganar por palavras sutis por parte de ninguém, assim como Adão e Eva foram corrompidos pelas palavras sutis do diabo e perderam o Paraíso. Quem tem e vive uma Fé inteligente não vive teleguiado por ninguém, tem a mente do Senhor Jesus e é guiado pelo Espírito de Deus, sabe discernir o certo do errado e o que é realmente bom para a sua vida e vive na contramão deste mundo”.

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 15.33, adverte: “não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” e o Bispo Macedo completa dizendo: “é impossível conviver com alguém e não ser influenciado de alguma forma por ele. Por isso, saber selecionar o círculo de amizades é essencial para quem deseja manter a Fé, o temor e a conduta irrepreensível diante de Deus”.

Com o Espírito de Deus, como lembra o Bispo, a pessoa revê seu comportamento e muda para agradá-Lo acima de tudo. Se antes tinha atitudes tóxicas, agora tem a sabedoria do Altíssimo para deixá-las. Se antes caía nas garras tóxicas de alguém, se revolta e não é mais presa delas. Ela continua no caminho de Deus e livre de ser ou de seguir influências malignas que podem custar a Salvação de muitos.

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Redação / Foto: Getty Images