Criminosa engana 10 mulheres para receber fotos íntimas

Enfermeira se passava por homem para enganar as vítimas

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Dez mulheres foram vítimas de uma enfermeira que fingia ser homem nas redes sociais. A mentirosa, Adele Rennie (28) enganava suas vítimas para obter vídeos e fotos íntimas.

Em quatro anos, Adele fez sete vítimas. Descoberta, ela foi presa e cumpriu dez meses de detenção. Foi libertada em outubro de 2018, mas logo recomeçou a prática criminosa. Mesmo tendo sido detida novamente logo depois, a moça teve tempo de fazer mais três vítimas.

Adele confessou ter enganado 10 mulheres em 18 ocasiões, sempre por meio de redes sociais como o Tinder. Além da detenção, ela foi incluída em uma lista de criminosos sexuais por dez anos e está proibida de se aproximar de três das vítimas por cinco anos.

Quantas “Adeles” existem nas redes sociais?

Facebook, Instagram, Tinder, Snapchat, WhatsApp, Twitter, Skype… O número de redes sociais não para de crescer. E isso só acontece porque o número de usuários também aumenta a cada dia.

O problema é que, por trás de uma tela, é impossível saber exatamente quem é aquela pessoa. Conforme explica Cristiane Cardoso, autora do livro “Namoro Blindado”, “é muito difícil você na verdade conhecer aquela pessoa, porque na internet você é quem gostaria de ser. Você põe lá o que você gostaria que as pessoas soubessem sobre você. Mas nem sempre é verdade”.

Como Adele Rennie, outras milhões de pessoas utilizam perfis falsos – os famosos “fakes” – para fazer vítimas e conseguir “nudes”. “Fake” e “nude”, por sinal, estão entre as palavras mais buscadas da internet nos últimos anos.

Diante da impossibilidade de saber quem é quem por trás da tela, torna-se muito perigoso querer construir um relacionamento amoroso via redes sociais.

Namorar online é como jogar na loteria

A analogia é feita pelo escritor Renato Cardoso, autor do livro “Casamento Blindado 2.0”. De acordo com ele, o risco de se manter um relacionamento online existe a partir do momento em que você utiliza as redes sociais como uma loteria.

“Tem lá milhares de pessoas que você não conhece e, aleatoriamente, vê a foto de um que você gosta; vê o perfil e começa um contato. Isso é uma loteria. Porque você não conhece aquela pessoa. Você escolheu, começou a bater um papo que pode te agradar. Mas, você não sabe até que ponto aquilo é verdade. Porque você está vendo uma tela”, explica ele. “Você sabe que muita gente joga na loteria. E um mínimo de pessoas ganha alguma coisa. E assim tem sido também com muitas dessas abordagens, dessas tentativas de encontrar alguém por meio das redes sociais”.

E isso acontece, porque o foco de um namoro é conhecer a outra pessoa. Saber quem é ela para decidir se haverá um casamento. Todavia, pelas redes sociais é praticamente impossível conhecer alguém.

“O relacionamento precisa do ‘conhecer’. Você precisa conhecer essa pessoa. E como você vai conhecer alguém de longe? Como é que você vai conhecer uma pessoa que ninguém conhece? Como é que você vai conhecer uma pessoa se você não sabe quem é a família dela ou o meio em que ela vive?”, questiona Cristiane Cardoso. “Não dá para você, simplesmente, arriscar a sua vida e o seu futuro diante só do que ela fala sobre ela mesma. Não é sábio isso!”.

Para conhecer a opinião completa de Renato e Cristiane Cardoso, assista ao vídeo abaixo:

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Colaborador

Andre Batista / Foto: Getty Images