Como você tem lidado com as más notícias?
Chorar não muda nada nem leva ninguém a lugar algum. Afinal de contas, diante de situações difíceis ou até consideradas impossíveis, qual deve ser a sua reação?
O ano de 2020 ainda não acabou e há quem não veja a hora de virar a folha do calendário dele. Não é para menos. As más notícias chegaram de todas as formas: TV, jornais, revistas, internet, telefonemas, grupos de Whatsapp. Bem, existe uma boa e (mais) uma má notícia para dar. A verdade é que sempre haverá situações difíceis. Mas a boa notícia é que elas serão vencidas se você enfrentá-las. De que forma?
A Fé encoraja você a tomar uma atitude. Ela arranca de você uma reação à altura do Deus que você crê. É exatamente essa postura que é capaz de reverter o que for preciso: o diagnóstico de uma doença, a família desestruturada, o casamento arruinado, a falência na empresa. Afinal, a “Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11.1).
A Fé sadia é capaz de remover montanhas, como está escrito em Mateus 17.20. Mas, infelizmente, muitas pessoas flertam com a Fé enferma, passiva, acuada. Essa Fé é inoperante, dependente das circunstâncias e refém dos problemas. É uma Fé adoecida que leva a pessoa ao abismo pelo desespero, fazendo da vida espiritual dela uma verdadeira gangorra – ora ela está entusiasmada, ora está desesperada.
Problema ou oportunidade?
A Palavra de Deus diz em Romanos 8.28 que o Senhor aproveita todas as coisas – boas e ruins – para que elas contribuam para o bem daqueles que O amam: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. O Bispo Renato Cardoso explicou este versículo: “esse amor, obviamente, não é um amor sentimento, de boca, mas um amor verdadeiro, o amor bíblico marcado pela lealdade, pela fidelidade a Deus. A essas pessoas, há a garantia de que tudo o que acontece vai acabar contribuindo para o seu bem”, afirmou.
Ele falou sobre como a dor e a oportunidade estão presentes no mesmo problema, comparando uma situação difícil a um antídoto. “O homem descobriu que pode usar o veneno da cobra para neutralizar o próprio veneno da cobra. Da mesma forma, todo problema traz em si a solução, a oportunidade de melhora”, comparou.
O Bispo Renato também observou que, neste ano de pandemia, muitas pessoas têm sido criativas em relação à vida profissional e financeira. Então, por que também não podem ser criativas na forma de lidar com as más notícias? Ele sugeriu: “em vez de ficar irritado, regurgitando notícias e coisas que você não pode mudar ou fazer algo a respeito, pegue essa situação e faça dela a melhor para você. Apegue-se mais a Deus. Medite na Palavra dEle e se agarre a Ela. Não se desespere. Olhe o seu problema e, quanto mais difícil, mais grave que ele seja, imagine o tamanho do
seu testemunho”.

36 MINUTOS MORTO
A má notícia chega para todos e para o casal Pedro Estefanoski, de 58 anos, e Maria Aparecida Santos Estefanoski, de 47 anos, chegou no dia 2 de julho de 2016, um sábado, por volta das 08h40. Cida, como é conhecida, estava na Universal de São José dos Campos (SP). Ao voltar para casa, ela recebeu uma ligação. “Era do hospital me pedindo para ir até lá. Meu marido havia passado mal.”
Pedro havia sofrido um mal súbito no refeitório da empresa em que trabalhava. Ele chegou a receber os primeiros socorros, mas não voltou à consciência. Ficou 36 minutos morto, sem atividade cardiorrespiratória.
Por volta das 23h30, o médico esclareceu o que acontecia. “O médico pediu para chamar a família porque ele não tinha mais chance de vida.”
Uma médica expôs que cinco minutos sem respirar seria tempo suficiente para trazer consequências catastróficas. Portanto, aquele quadro era irreversível. “Ela apontou que, se ele sobrevivesse, ficaria vegetando para o resto da vida. Mas eu disse que, em nome de Jesus, pela minha Fé, ele já estava curado”, descreve.
No dia seguinte, os médicos pediram autorização à família para a doação de órgãos. Era um domingo de Fogueira Santa e Cida não hesitou: “subi no Altar com convicção, com garra, e nada me abalou”, relembra.
Perseverança
Diante daquela má notícia, em vez de vestir-se de luto ou de vítima de uma tragédia, Cida continuou reagindo por meio da Fé. Ela participava das reuniões na Universal e levava ao hospital a água consagrada com a gota do milagre. Ungia os aparelhos, a cama e a entrada do quarto para que Deus pudesse usar a equipe médica em favor da cura de Pedro.
Foram 13 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), período em que a equipe médica expôs que os aparelhos precisavam ser desligados. Mas a reação de Cida continuou positiva. “Eu disse que Deus fazia coisas grandes. Então, naquele dia, Pedro abriu os olhos e perguntou o que estava fazendo ali”, recorda ela.
Pedro chegou a rir à toa. Ele conta: “o médico disse para eu estender a mão ao céu e agradecer a Deus todos os dias porque ele não cria em Deus, mas havia constatado que Ele existe”.
Pedro fez (e ainda faz) acompanhamento médico e usou marcapasso até dezembro de 2018. Contudo, a própria equipe médica decidiu retirar o equipamento. “Disseram que o coração dele está zerado e melhor que o meu”, relata Cida. Ela acrescenta: “temos que estar preparados para recebermos notícias boas e más, e, mesmo em dias maus, crer que o outro dia será melhor. Deus faz o impossível quando a gente menos imagina”.
Dívida de mais de 1 milhão
O ano de 2020 foi desafiador para muita gente, sobretudo, no âmbito financeiro. Se ficar devendo R$ 50 na banca da esquina já tira o sossego de muitos, imagine acumular uma dívida de R$ 1,3 milhão. Foi o que aconteceu com Fábio Santos, de 39 anos (foto abaixo). Ele chegou à Universal em 2019. “Era de outra denominação e tinha um preconceito muito grande em relação à Universal. Tive que quebrar o orgulho”, relata. 
Fábio é casado com Raquel Santos, de 37 anos (foto a dir.), é empresário do ramo de gerenciamento de resíduos e tem uma transportadora. Naquela ocasião, ele já tinha a empresa de gerenciamento há quase 20 anos. “Quando parei de fazer transporte em uma das empresas, fui acumulando dívidas de cheque especial, cartões, fornecedores.” Ele conta como era seu sofrimento: “foi uma época de humilhação, o telefone não parava de tocar, chegaram até a cobrar meus pais. Só não devi para agiota, pois sabia que seria algo terrível”.
Fábio recorda que o primeiro dia que esteve em uma Universal era uma segunda-feira, durante uma reunião do Congresso para o Sucesso, e que precisava arcar com uma despesa de mais de R$ 120 mil. Na ocasião, ele não tinha sequer uma moeda no bolso. “Eu achava que não ia superar aquela dívida e que estava definitivamente falido. Vinha à minha mente que era para eu desistir.”
No entanto, o pensamento de Fábio começou a mudar quando ele recebeu a direção de Deus. “A minha visão se abriu. Em vez de olhar os problemas, passei a olhar a solução. Comecei a dar credibilidade à Palavra de Deus e a colocá-La em prática.”
Dia após dia, as portas foram se abrindo para Fábio. Ele pagou os débitos atrasados e os bancos, e começou a fazer palestras financeiras focadas no empreendorismo. “Surgiram novos clientes e estratégias. Mesmo com diminuição de renda no começo da pandemia, conseguimos pagar a dívida e seguir prosperando. Fizemos exportação na África e estivemos em Dubai a trabalho. Graças a Deus, conseguimos superar tudo com Fé”, avalia.
Alzirene (foto abaixo) pensava que o problema eram as más companhias do filho. “Morava em um apartamento que acabei vendendo, pois achava que o problema era a vizinhança. Comprei uma casa em outra cidade, saí de perto da minha família e fiquei longe de todo mundo para poder ajudá-lo. Mas, na primeira vez que ele saiu falei para ele buscar pão e ele já voltou drogado.”
Ela continuou tentando ajudar o filho: “o que sobrou do apartamento vendido – cerca de R$ 35 mil –, investi para ajudá-lo. Pensei que era falta de ocupação e montei um negócio. Mas foi a maior dívida que já tive”.
Nathan (foto abaixo) chegou a se parecer com um andarilho. “Sempre escutava notícias ruins, de vizinhos, amigos e pessoas da rua, de que ele não iria completar 20 anos nessa vida. Familiares costumavam dizer que aquela era a minha cruz.” 
A reação de Alzirene continuava a não ter êxito. “Vendi o apartamento e gastei o que tinha na tentativa de ajudar em outro negócio próprio e internações. Depois de ter tentado tudo, resolvi procurar ajuda espiritual. Fui a um centro espírita e paguei por trabalhos.” Até que surgiu a solução que ela tanto esperava: “em setembro de 2016, conheci a Universal por meio de um livro”.
Ela iria comprar o caixão do filho
Em dezembro do mesmo ano, Alzirene ouviu falar sobre o sacrifício no Altar. “O Pastor falou sobre materializar a nossa dor no Altar. Eu não tinha mais nada a perder, o dinheiro já tinha sumido e o único que restava era para colocar meu filho novamente em uma clínica. Disse a mim mesma que se o Altar funcionasse o internaria nEle.”
Na mesma semana, porém, Alzirene recebeu a pior notícia. Após Nathan ter se envolvido em um assalto, um rapaz falou que iria matar o filho dela. “Ele disse para eu comprar um caixão. Lembro que chorei deitada no chão e que dormi ali mesmo.” Contudo, logo ela se revoltou: “acordei forte e decidida. Falei para Deus que iria enterrá-lo no Altar também”.
Alzirene ligou para a funerária e perguntou quanto era u
m caixão e, no Altar, ela confiou a internação e o enterro de seu filho. “No dia seguinte, subi ao Altar e desci dEle empoderada.” O resultado veio com a libertação de Nathan das drogas e com a restauração de sua família. “Ainda no mês das minhas férias, o acompanhei todos os dias na Igreja”,
comemora ela.
Ação e reação
O dia mau chega para todos. A Palavra de Deus não só menciona sobre esse dia, como diz como devemos reagir a ele: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. (…) Tomando sobretudo o escudo da Fé” (Efésios 6.13).
Os que confiaram ao Altar seus sonhos precisam continuar reagindo, confiando que as promessas de Deus irão se cumprir. Foi o que fez Abraão: “(…) e isso lhe foi imputado como justiça” (Romanos 4.3).
É preciso ter a certeza de que seu Redentor vive e que recompensará você. É isso que traz a resposta: “Ora, sem fé é impossível agradar-Lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam.” (Hebreus 11.6).
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