Como você está vestido para a guerra espiritual?
Para os obreiros, o ano de 2021 começou com o entendimento sobre a necessidade de se revestir de toda a Armadura de Deus
Antes de um soldado partir para a guerra, ele se prepara. E parte importante dessa preparação é o que ele vestirá para a batalha. Na guerra espiritual não é diferente: também é preciso se vestir adequadamente e isso significa se revestir de toda a Armadura de Deus.
O tema tem sido abordado durante a reunião para obreiros, colaboradores, evangelistas e membros que querem servir a Deus. Ela acontece aos sábados, às 18h, com transmissão ao vivo direto do Templo de Salomão, em São Paulo, para todo o Brasil.
O Bispo Júlio Freitas, atual responsável pelos obreiros no Brasil, conta que o Espírito Santo tem revelado que muitos dos que foram “abatidos” espiritualmente caíram por não estarem revestidos com todas as peças da Armadura. Somente desse modo um soldado de Cristo é capaz de resistir às investidas do diabo e ficar firme na Fé.
Das seis peças dessa Armadura, descritas no capítulo 6 do livro de Efésios, três já foram analisadas nos primeiros sábados deste ano. O Bispo enfatiza que cinco peças são visíveis e uma é invísivel – esta última é a primeira peça a ser vestida pelos que foram chamados. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6.11-17).
A base da armadura
O Bispo Júlio Freitas explica que as ciladas do diabo muitas vezes são armadas dentro das igrejas por pessoas que se aproximam usando a Palavra de Deus e das quais jamais se espera que sejam inimigas da Fé.
Contudo nossa luta não é contra as pessoas que se deixam usar pelo mal, mas contra os espíritos das trevas que trabalham incansavelmente para que percamos o que eles já perderam: a eternidade no Céu. “Essa guerra começa dentro de cada um de nós, com o que deixamos entrar pelos olhos, pelo que falamos, pelos pensamentos que nutrimos, pelo que permitimos chegar ao coração, porque ao chegar nele há grande probabilidade deste soldado ser abatido”, diz.
É por isso que muitos que aparentemente tinham toda a Armadura não resistiram às investidas do mal: na verdade, lhes faltava a parte de baixo, o estar cingido com a Verdade, ou seja, a consciência limpa e alinhada com a Palavra. Só então se veste a couraça. Antigamente, a couraça era para cobrir e proteger os órgãos vitais. O mesmo se designa espiritualmente. Contudo esta couraça espiritual é a disciplina, a ordem e a obediência à Palavra de Deus.
Logo em seguida vem a orientação para a terceira peça da Armadura: calçar os pés na preparação do evangelho da paz, que nos traz proteção e firmeza para avançar ou parar. “Ela traz estabilidade nos momentos difíceis, que é a confiança, a qual tem grande e avultado galardão”, diz o Bispo. Ele explica que aqueles cujos pés estão calçados no Evangelho têm maturidade, discernimento e observam o próximo passo que darão.
Quem não se reveste com a Santa Armadura fatalmente está despido diante dos inimigos. O Bispo alerta que não podemos deixar nenhuma parte da nossa vida espiritual vulnerável. “Muitos não resistem porque não têm a Armadura de Deus, que é o Espírito Santo. Ela é para resistir e não recuar, não fugir, resistir a pensamentos, sentimentos, tentações, oportunidades de cair e não murmurar. Se você não resistir é porque falta alguma peça da Armadura, ou pior, toda ela”, conclui.
Novo entendimento
A vendedora Fabiana Santana Souza, de 36 anos (foto a esq.), está como colaboradora, etapa precendente à de obreira. Ela conheceu a Fé há quase três anos e, depois do batismo com o Espírito Santo e a certeza de Sua Salvação, teve o desejo de salvar aqueles que, como ela no passado, estão perdidos. Fabiana, porém, reconhece que fazer parte desta Obra exige comunhão constante com Deus. Ela diz que as reuniões de obreiros são cruciais para sua vida espiritual: “elas são um aprendizado, um alimento, pois só com a Palavra de Deus temos forças para obedecer e fazer a vontade dEle.”
Fabiana conta que o que mais chamou sua atenção foi a primeira peça da Armadura. “Não podemos atentar só para o que está por cima, mas para o que está por baixo da Armadura, que, espiritualmente falando, é o coração. Eu sempre ouvia falar da Armadura, mas o modo como o tema foi aprofundado me fez vigiar mais ainda ao que tenta sujar o meu coração.”
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