Como ter a paz que você tanto deseja?

Para tê-la é preciso buscar a fonte de onde ela jorra e há uma maneira correta de fazer isso

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Muitos confundem paz com momentos de sossego. Primeiramente é preciso entender que “ter paz” não significa não ter problemas, pois eles são inevitáveis. Mas de, apesar deles, não existir em seu interior desespero, medo ou aflição. Ainda que exteriormente as coisas não estejam bem, a pessoa, em seu íntimo, tem segurança de que tudo vai se resolver. Essa é a paz que muitos querem, alguns buscam e poucos alcançam.

A realidade de muitas pessoas é ter uma vida marcada diariamente por conflitos, inimizades, tormento da alma e nos pensamentos, tribulação, angústia e uma inquietação constante.

Por essa razão, muitas pessoas acreditam que estar em contato com a natureza proporcionará a paz desejada. Aliás, é impressionante como a natureza transmite paz. Mas você já se questionou por que ela nos traz esta sensação? A resposta está em seu Criador, Deus, que é a fonte de toda a paz.

Logo, buscar a Deus é a maneira definitiva de se obter a paz. E como conquistá-la? Durante o programa Inteligência e Fé, transmitido pela Rádio Rede Aleluia, o Bispo Renato Cardoso explicou que, apesar de as pessoas buscarem ter paz consigo mesmas e com os seus semelhantes, elas não obtêm êxito porque ignoram o fato de que a paz consigo e com o outro depende da paz com Deus. E esta paz com o Criador não vai existir se houver um conflito com Ele gerado pela consciência de culpa pelos erros e pecados, pois isso afasta as pessoas dEle.

Fazendo as pazes com A Paz
O Bispo ressalta que é impossível ter paz com Deus e viver desagradando a Ele – e isso não é religião, mas uma questão de inteligência.

Contudo, para agradá-Lo, é preciso usar a Fé, visto que “sem fé é impossível agradar a Deus.” (Hebreus 11.6). Esta Fé, como bem escreveu o apóstolo Paulo em sua carta aos romanos, gera a paz: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5.1).

“Essa Fé confessa o erro, o admite diante de Deus, entende que só Ele tem o poder de nos perdoar e crê no sacrifício do Senhor Jesus para perdão dos nossos pecados, porque não existe outra forma de limpar os nossos pecados senão alguém assumindo a culpa por eles”, esclareceu o Bispo Renato. Para exemplificar, o Bispo fala da sensação que um réu tem quando o juiz o libera de qualquer acusação. A diferença é que não é uma sensação passageira, mas constante.

A pessoa mostra que tem mesmo Fé no sacrifício feito pelo Senhor Jesus quando passa a obedecer à Palavra de Deus e procura viver consciente do que Deus espera que seja feito em toda e qualquer situação. Mantendo, portanto, os melhores esforços para que a vontade dEle seja cumprida.

Disso vem a paz.
“Então desta paz que você obtém com Deus vem a paz interior, a paz consigo mesmo. Você consegue se perdoar, porque Deus já perdoou você. E quem é você para não se perdoar? Você consegue olhar para a frente e deixar o seu passado, ser compreensivo com os seus erros? Porque, mesmo depois de se perdoar e abandonar o pecado, continuará sendo humano e todos nós lutamos contra uma natureza caída e contrária a Deus. E, se eu sou uma pessoa que estou em paz com Deus e comigo mesmo, como é que eu não vou ter paz com o meu próximo?”, questionou o Bispo Renato. Como consta na Palavra: “Quando depender de vós, tende paz com todos os homens.” (Romanos 12.18).

“É claro que a paz com o próximo não depende só de nós e depende do próximo também. Se o próximo quer guerra, o que eu posso fazer? O máximo que eu posso fazer é não guerrear contra ele, é não jogar lenha na fogueira, mas no que cabe a mim, no que depender de mim, eu vou buscar a paz com todos. E, ainda que outros queiram fazer guerra contra mim, eu estarei em paz porque eu sei de mim e sei da minha consciência com Deus”, completou o Bispo.
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Autor

Núbia Onara / Foto: Getty Images