Até a polícia precisou intervir na briga do casal

Glayce e Paulo Evangelista colecionavam frustrações antes de se conhecerem e, ao se casarem, a situação só piorou

A designer gráfico Glayce Evangelista, de 21 anos, teve de amadurecer muito rápido. Ela revela que na infância presenciou brigas em casa e traições por parte de seu pai, o que perdurou até que ele faleceu. Com apenas 9 anos, ela ficou sem a figura paterna e ainda viu sua mãe se ausentar de casa e focar no trabalho para sustentar a família.“Sem uma estrutura familiar forte, conheci o mundo das drogas, da prostituição e das bebidas aos 11 anos e, aos 12, comecei a me relacionar. Tive inúmeros relacionamentos frustrados, cheguei a ser agredida e em todos fui traída”, conta. A frustração a levou a ter depressão, o que fez com que se mutilasse e tentasse o suicídio.

Por conta própria, ainda na adolescência, ela acompanhou a mãe a uma reunião da Universal e lembra que sentiu uma paz que nunca tinha experimentado antes. Ela começou a frequentar as reuniões e conheceu o motorista Paulo Evangelista, hoje com 28 anos.

Como ela, Paulo colecionava decepções amorosas: “por conta do meu instinto, personalidade forte e ignorância, eu vivia relacionamentos frustrados”. Apesar de terem se conhecido na igreja, o casal começou o namoro carregando questões pessoais mal resolvidas.

Glayce lembra que a carência que sentia fez com que eles se afastassem da igreja. “Engravidei aos 17 anos e fomos morar na casa dos pais dele. Eu achava que tudo melhoraria por ter constituído uma família, mas foi um pesadelo porque ele mentia, saía e me deixava sozinha.”

Paulo diz que faltava estrutura ao casal: “nos casamos muito cedo e eu não me senti preparado para a vida de casado”, diz ele, que deixou a esposa e a filha para fazer uma viagem a outro Estado. A separação foi inevitável, mas, ao retornar, ele pediu uma nova chance e Glayce aceitou.

Decisão
Logo veio a segunda gestação e o relacionamento ficou pior do que antes. Traições, agressões e brigas se tornaram recorrentes. Um dia a discussão se intensificou: Paulo ameaçou a esposa com uma cadeira e Glayce usou uma faca para se defender. A briga chegou a tal ponto que a polícia teve de intervir para que se acalmassem.

Foi esse incidente que fez com que refletissem sobre suas atitudes no casamento. “Lembrei da Terapia do Amor, que já conhecíamos”, conta Glayce, que assistiu às palestras sozinha por algumas semanas, até que o marido decidiu acompanhá-la.

Antes de focar no relacionamento, eles priorizaram a própria mudança e a libertação de mágoas e ciúmes. Ela relata que tiveram de abrir mão de amizades, maus conselhos e mentiras e “o relacionamento foi mudando gradativamente”. Ao conhecerem o Autor do Amor, o casamento deles foi restaurado.

Para confirmar e celebrar a transformação, Paulo pediu sua esposa em casamento de novo. Ele explica que “faltava a bênção no Altar”, então renovaram os votos na última Celebração dos Casamentos. “Agora vivemos um casamento de verdade: com confiança, transparência, amor e paz em nossa casa e entre nós”, finaliza Glayce.

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Autor

Laís Klaiber / Fotos: Cedidas