"Ao priorizá-lo, recebi muito além do que pedi"

Joslaine Marins queria apenas resolver um problema, mas aprendeu que seu destino estava em pensar muito além, o que guiou seu objetivo na Fogueira Santa

Imagem de capa - "Ao priorizá-lo, recebi muito além do que pedi"

“Cheguei à Universal há cerca de 12 anos com o casamento destruído, pois meu marido tinha problemas com drogas. Eu ia para lutar por ele, mas somente aos sábados. Eu ficava sempre frustrada, pois não via reações nele”, conta Joslaine Marins, de 32 anos, técnica em saúde bucal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Logo ela entendeu que quem precisava de ajuda era ela. “A situação em que eu vivia me deixou depressiva e pensei até em suicídio, apesar de não deixar transparecer que estava mal. No primeiro domingo que fui à Universal, Deus falou comigo: ‘se você morrer agora, para onde vai a sua alma?’ Na minha cabeça não morreria logo, pois eu era muito jovem, mas quando o Bispo que falava no Altar perguntou: ‘e se um carro atropela você na rua agora, de repente, para onde vai sua alma?’ Eu entendi que precisava de Salvação e de ajuda. Foi naquele momento que decidi que queria Deus”.

Joslaine tomou uma atitude: “me separei e fui morar com a minha avó. Passei a frequentar a Universal diariamente. Não entendia muita coisa na época, mas o pouco que entendia eu colocava em prática, sem questionar. Dois meses depois, eu participava da Força Jovem Universal (FJU), que promoveu uma peça de teatro, e pude ver quem era verdadeiramente o Senhor Jesus e o que Ele fez por mim. Naquele momento resolvi me entregar inteiramente e de verdade a Ele. Decidi que não sairia dali sem me batizar nas águas”.

Prioridade
Batizada, ela mudou de visão. “Entendi que eu poderia ter o Espírito do Senhor Jesus dentro de mim e decidi que O queria com todas as minhas forças. Veio uma Fogueira Santa”, relata Joslaine, que não pensou em vida amorosa, financeira, profissional, familiar ou qualquer outro aspecto mais prático e cotidiano. Ela foi para o Altar “única e exclusivamente querendo receber o Espírito Santo”.

Ela diz como agiu: “pus o que podia e o que não podia no Altar. Não medi nada, foi meu tudo e até além. Me lembro também que naquele período acontecia um desafio para ser uma mulher melhor no projeto que hoje é conhecido como Godllywood (antigo Sisterhood) e o incluí na Fogueira, pois queria ser alguém melhor para receber
o Espírito”.

Um dos desafios era fazer jantares especiais, seguindo todos os detalhes, como mesa arrumada, talheres em ordem e cuidados com a aparência. “Apesar de chegar tarde do trabalho, eu cumpria. Uma vez, cozinhando, falei com Deus que nem quando era casada eu pilotava tanto o fogão, mas agora fazia aquilo com prazer, pois realmente queria agradá-Lo e recebê-Lo. Naquele momento fui batizada com Seu Espírito. Veio sobre mim uma alegria enorme, uma paz tremenda, que eu nunca tinha experimentado”, recorda.

“Eu só queria agradecer a Deus e passei a ter o amor do Senhor Jesus em mim”, conta. “Quando O recebemos, passamos a pôr toda a nossa força para sermos melhores para Ele, que nos dá mais força ainda com Seu Espírito e vamos além do que pensávamos”.

Jo, como é mais conhecida, priorizou o Espírito Santo em sua vida. Ele era o único objetivo que ela tinha em mente ao subir no Altar. Essa decisão acabou impactando positivamente todas as áreas da sua vida: “tenho meu trabalho em uma época em que muita gente perdeu o seu e recebo boas ofertas de emprego. Posso até escolher onde trabalhar, como sempre aconteceu depois da Fogueira Santa. Tenho uma família abençoada. De Fogueira em Fogueira, sempre quero estreitar cada vez mais os laços com o Espírito de Deus”.

Jo entendeu que a felicidade não está em um casamento nem em coisas ou pessoas, mas em ter o Espírito Santo, o Deus Vivo dentro de si. “Ainda não me casei de novo, mas me concentro em meu chamado para servir a Deus em Seu Altar”, afirma.

Ato de fé
Por que Jo conseguiu alcançar seu objetivo na Fogueira Santa, enquanto muitos não veem avanço na vida? Porque ela soube estabelecer prioridades, não focar nos problemas, mas na solução suprema para
todos eles.

Ela não quis algo para si diretamente. Quis, ao contrário, dar a si mesma a Deus antes de tudo. Seguiu literalmente a passagem bíblica contida em Mateus 6.33 e a viu se concretizar em sua vida: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Jo fez como o Bispo Edir Macedo descreveu em seu blog: “a Fogueira Santa é um ato puramente de fé. Quem crê, vai; quem não crê, fica. Quem crê e quem não crê? A atitude de cada um demonstra se creu ou não. As promessas divinas são para todos os povos e nações, mas nem todos creem. E é justamente aí que há a separação. Quem crê que o sacrifício da fé funciona?”

O Bispo responde: “participam da Fogueira Santa apenas os revelados. Isto é, os revelados pelo Espírito Santo. Ninguém pode ou deve convencer ninguém a participar, senão o Próprio Deus”.

Jo ouviu, obedeceu e hoje vence dia após dia, assim como pode qualquer pessoa que tomar a
mesma decisão.

imagem do author
Autor

Marcelo Rangel / Fotos: Getty Images e Arquivo Pessoal