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Notícias | 26 de Abril de 2021 - 12:24


A inteligência da prevenção

Evitar um erro é mais prudente do que consertá-lo e ajuda a preservar o futuro

A inteligência da prevenção

“É muito mais fácil se prevenir de uma doença do que ter que tratá-la depois”, disse o Bispo Renato Cardoso em uma transmissão recente na Rede Aleluia de rádio, quando falou de prevenção inteligente. Muitas pessoas, por não serem prudentes, são imediatistas e caem em erros que comprometem seu futuro, às vezes de forma irreversível. Como evitar o impulso que leva a uma atitude prejudicial?

O cérebro humano tem uma região chamada pelos especialistas de “área de recompensas”, em que um prazer imediato gera uma satisfação, às vezes falsa, que pode custar caro depois. Caem nesse engano os viciados em drogas, comida, compras, jogos, entre outros, ou quem varre para debaixo do tapete um problema que pode causar um estrago muito grande se não for resolvido logo.

O Bispo chamou os ouvintes à reflexão e considerou que “é bem mais inteligente você cuidar da sua saúde, observar seus hábitos alimentares e a forma como cuida de seu corpo do que depois, quando desenvolver uma doença por causa de seu desleixo e ter que se tratar de algo que pode nem ter cura; e é bem melhor se prevenir de gastos desnecessários do que depois ficar pagando juros do cartão de crédito para acabar com uma dívida”.

Os cuidados com a saúde e com as finanças são só dois exemplos que ilustram bem a importância da prudência, da prevenção, cujo poder “você pode notar em qualquer área da vida”, observou o Bispo, o que também foi demonstrado em um estudo sobre força e virtudes do caráter desenvolvido pela Universidade de Melbourne, na Austrália, realizado pelo psicólogo Nick Haslam.

Na parte do estudo que analisa a prevenção, o autor a definiu claramente. Segundo Haslam, prevenção é a “postura previdente em relação ao futuro, mantendo objetivos e aspirações a longo prazo”, ou seja, manter os olhos no prêmio, expressão bem antiga, ajuda bastante a alcançar um objetivo toda vez que uma tentação bater à porta. Quem cai nela fica cada vez mais longe de realizar seus sonhos e metas. O autor pontuou que a prevenção está relacionada ao “pensamento reflexivo, determinado e prático sobre as escolhas de vida”. Sendo assim, não basta só saber que uma atitude é benéfica e medir os prós e contras. Isso é extremamente necessário, mas também é preciso determinação para tomá-la, de forma planejada e sensata, com pé no chão. Em outras palavras, é pensar e agir de forma inteligente.

Haslam esclareceu que a prevenção também pode ser compreendida como a “capacidade de resistir a impulsos autodestrutivos e de persistir em atividades benéficas, mesmo que não tenham recompensa imediata”. O Bispo deu outro exemplo na transmissão de rádio: “é mais fácil resistir a um pedaço de bolo saindo da presença dele do que depois lutar para perder o peso adquirido por comê-lo sem pensar”. Evitar comer uma guloseima, pular um exercício ou deixar de comprar algo vistoso (e desnecessário) exposto em uma vitrine pode não gerar um prazer naquele momento, mas a inteligência da prudência trará uma satisfação bem maior com uma vida mais longa e saudável. A prudência ainda está relacionada à “capacidade de harmonizar vários objetivos em uma forma de vida estável, coerente e sem conflitos”, ou seja, em equilíbrio. Haslam cita o exemplo de um homem que recebe uma proposta de trabalho bem atraente em um lugar distante do atual, mas que deve analisar se a mudança será benéfica para a vida em família, pois sua esposa também tem um ótimo emprego e seus filhos estão muito bem nas escolas que frequentam.

Lidar com a pandemia requer inteligência
O que o Bispo e Haslam dizem está de acordo com o que é necessário neste exato momento, no qual o mundo todo passa pela pior crise sanitária de um século para cá, em que a pandemia da Covid-19 tem ceifado milhões de vidas por causa da imprudência.

Já faz um ano que todos os meios de comunicação tratam da importância dos hábitos de higiene para evitar pegar ou propagar o vírus, mas milhões de pessoas ainda insistem em não usar uma simples máscara, estão em aglomerações desnecessárias ou não lavam as mãos.

A adoção dessas práticas bem simples fazem a diferença entre a vida e a morte, mas boa parte da população parece que tem uma dificuldade imensa de ser prudente. Quem pensa que usar a máscara é desconfortável, não avalia que poderá ter sequelas sérias, como depender permanentemente de hemodiálise por complicação nos rins bem comum a quem tem Covid-19, ou infectar um parente ou amigo que pode vir a morrer.

Se mais pessoas fossem previdentes, poderíamos estar em um patamar mais favorável para a saúde, a economia e a vida.

Com ou sem pandemia, a prudência é sempre necessária. “O poder da prevenção exige que você pense a longo prazo. Por isso, não fique adiando decisões difíceis e sacrifícios que você sabe que deve fazer, pois são necessários. O indivíduo disciplinado entende que é mais fácil sacrificar agora do que lidar com os prejuízos amanhã”, diz o Bispo. Afinal, como lembra bem a Palavra de Deus em Provérbios 16.21: “o sábio de coração é chamado prudente”.


A inteligência da prevenção
  • Marcelo Rangel / Foto: Getty Images 


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