A escalada no uso de drogas e suas consequências
Aos 17 anos, Bruno Paollo da Silva já estava no crime. Saiba como essa história mudou
Como muitos rapazes, Bruno Paollo da Silva, de 26 anos, sonhava se tornar um jogador de futebol de sucesso. Os problemas familiares, porém, foram deixando seu objetivo distante. “Aos 9 anos, vi minha mãe e minha irmã sendo agredidas pelo meu pai. Isso me marcou muito e, a partir daí, passei a carregar uma grande revolta”, diz.
Já na adolescência, ao entrar no mercado de trabalho, Bruno Paollo começou a descobrir o mundo. “O mundo brilhava para mim. Então, eu queria sempre estar perto de pessoas mais velhas, em grupinhos, usar as melhores roupas, beber e estar com meninas”, recorda.

Ele entrou no mundo das drogas e aos 17 anos estava viciado em maconha. Em seguida, passou a praticar crimes. O uso de drogas era diário, inclusive em baladas e na presença de mulheres. “No entanto as drogas que eu usava já não me traziam a mesma sensação. Então, passei a cheirar cocaína. No começo, eu usava só em festas, mas, depois, até no trabalho. Por conta da fissura em drogas, cheguei a traficar e a roubar.”
A cada dia que passava, a vida de Bruno Paollo declinava mais um pouco e ele quase foi preso quando estava em um carro roubado. Ele já não conseguia mais permanecer em nenhum emprego. “Eu estava cercado de pessoas erradas e me afundava cada vez mais. Quanto mais eu usava drogas, maior era o vazio no meu interior. Eu até pensava em parar, mas no dia seguinte estava me drogando novamente.”
Ele explica que, sem saber o que fazer, procurou ajuda em vários lugares e religiões, mas nada resolvia o seu problema. Tudo mudou quando ele recebeu um convite: “eu estava na boca de fumo e um amigo de longa data me fez um convite para ir a um campeonato de futebol na Universal. Eu me interessei imediatamente. Logo depois fui a um evento contra as drogas e lá vi a felicidade natural daqueles jovens e queria aquilo também”, conta.
Depois daquele dia, Bruno Paollo nunca mais foi o mesmo. Ele continuou frequentando as reuniões da Igreja, se batizou nas águas e teve seu encontro com Deus. Hoje, ele tem a alegria e a paz que sempre buscou. “Conquistei muitos bens, felicidade e paz dados por Deus. Hoje dedico minha vida a Ele e à Sua Obra para também ajudar outras pessoas”, conclui ele, que é obreiro e está se preparando para se tornar pastor.
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