YouTube passa a ter classificação indicativa para maiores de 16 anos no Brasil

Governo Federal elevou a classificação indicativa da plataforma após identificar conteúdos considerados inadequados para crianças e adolescentes

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Uma medida do Governo Federal elevou para 16 anos a classificação indicativa do YouTube no Brasil, após o Ministério da Justiça e Segurança Pública identificar conteúdos considerados inadequados para crianças e adolescentes. 

A decisão tem caráter apenas informativo e não prevê censura ou remoção de vídeos da plataforma. Dessa forma, a nova classificação deverá ser exibida em todos os ambientes onde o serviço estiver disponível, incluindo lojas de aplicativos. 

Governo aponta conteúdos inadequados na plataforma 

De acordo com o Ministério da Justiça, a medida foi motivada pela presença de vídeos com temas considerados sensíveis, como violência extrema, linguagem imprópria, apelo sexual e consumo de drogas.

O órgão também destacou fenômenos que viralizaram recentemente nas redes sociais, como as chamadas “novelinhas de frutas”.  Segundo o documento divulgado pelo governo, as histórias abordam temas distorcidos e prejudiciais. 

Leia a matéria: Novelinhas com alimentos ‘viralizam’ e levantam alerta e relembre esse assunto. 

Especialista reforça responsabilidade dos pais 

Em entrevista ao Jornal da Record, a psicopedagoga Jeana Oliveira alertou que o acompanhamento da vida online dos filhos continua sendo responsabilidade dos pais. 

“Não adianta apenas instalar um aplicativo e deixar que ele monitore os filhos. A ideia é que exista um acompanhamento familiar, social e escolar”, destacou. 

Veja a matéria completa:

Alerta sobre excesso de tempo no celular 

Por isso, é fundamental que os pais tenham critérios sobre os conteúdos consumidos dentro de casa e permaneçam atentos aos conteúdos consumidos pelos filhos. 

Durante uma transmissão do podcast Pod Isso FTU, o Pastor Walber Barbosa, responsável pelo Força Teen Universal no Brasil, fez um alerta aos pais sobre o consumo excessivo de conteúdos digitais.

Segundo ele, aplicativos de controle parental não substituem a presença ativa da família. 

“O papel dos pais não é somente controlar redes sociais ou aplicativos, mas participar ativamente da rotina e do convívio dos filhos”, orientou. 

O Pastor destacou ainda que muitos adolescentes precisam se afastar de conteúdos prejudiciais à fé e ao desenvolvimento espiritual, já que o celular tem se tornado um grande “ladrão de tempo”. 

Conteúdos que edificam também precisam fazer parte da rotina 

Diante desse cenário, cresce a importância de oferecer aos adolescentes conteúdos saudáveis, educativos e edificantes. Por isso, a UNIVER Vídeo reúne filmes, séries, documentários e programações voltadas para toda a família.

Além disso, a Igreja Universal disponibiliza livros e conteúdos voltados ao público jovem, como a trilogia Fogo Cruzado e o livro Nos Passos de Jesus para Adolescentes, que incentivam valores, fé e desenvolvimento espiritual.

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Foto: iStock