Você sabe de onde vem a tatuagem?

Entenda qual é a única marca que você necessita

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Há tatuagens de todos os tipos, tamanhos e cores, não é mesmo? Mas você já pensou sobre o significado desses desenhos e onde tudo isso começou no mundo em que vivemos?

No passado, as tatuagens eram associadas à religião e à classificação de grupos, basicamente.

Por exemplo, no final do século 19, arqueólogos descobriram uma série de múmias egípcias que estavam tatuadas. A mais famosa delas foi a de uma mulher, identificada como Amunet. Ela era uma sacerdotisa da deusa Hathor, que para os egípcios daquele tempo representava o amor feminino e a maternidade. Amunet tinha uma tatuagem enorme no abdômen em referência à fertilidade. Vestígios arqueológicos como esse mostram que as tatuagens eram comumente utilizadas em rituais pagãos nos tempos antigos.

Antes desse fato, na Idade do Bronze – mesma época em que viveu o patriarca Abraão –, um homem conhecido como Ötzi tinha em seu corpo diversas marcas. Ele viveu na região da atual Europa.

É interessante observar que Deus se preocupava com a influência desses outros povos em meio ao Seu povo, nos tempos bíblicos.

O objetivo dEle era separar uma nação que o adorasse com sinceridade e exclusividade – um desejo que Ele tem até hoje – e, por isso, o Altíssimo não queria permitir que o Seu povo, Israel, se envolvesse com aquelas culturas.

Avançando no tempo, as tatuagens também marcaram momentos tristes e dolorosos na história da humanidade. Um deles, por exemplo, foi quando, em Roma, entre os anos 509 a 27 antes de Cristo (a.C.), os escravos e os prisioneiros eram tatuados para diferenciá-los dos homens livres.

Esse método foi reproduzido durante o regime nazista, na Segunda Guerra Mundial, quando os judeus levados para os campos de concentração eram tatuados com números durante o terrível episódio do Holocausto.

Nos dias de hoje

A prática de tatuar o corpo ainda é comum atualmente, em especial entre os jovens. Tradicionalmente, as tatuagens são associadas a um desejo de liberdade e rebeldia, como exemplificam algumas bandas de rock.

Há, ainda, a referência cultural ligada à tatuagem. Na Índia, por exemplo, até hoje, em muitas comunidades rurais, as mulheres são “marcadas” por meio delas – mesmo que não desejem isso. As que não aceitam receber essas tatuagens são consideradas “impuras” pela cultura local e sofrem preconceito.

Apesar da passagem dos séculos, o conceito das tatuagens continua sendo o mesmo: rotular a si mesmo com significados e mensagens.

Contudo, apesar de cada pessoa ser livre para decidir o que quer, quando recebemos o Espírito Santo percebemos que a única marca que precisamos em nossa vida é o Seu selo em nosso espírito, nos separando para o Reino de Deus.

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Colaborador

Por Daniel Cruz / Fotos: Fotolia