Você está quente, frio ou morno na fé?
Cristiane Cardoso explicou a mensagem de Jesus à Igreja de Laodiceia e destacou a importância de reconhecer o que precisa ser transformado na vida espiritual
A Meditação da Palavra desta segunda-feira (14) encerrou a série sobre as sete igrejas do Apocalipse com uma reflexão sobre a Igreja de Laodiceia, descrita em Apocalipse 3:14-22. Durante a transmissão, Cristiane Cardoso destacou o alerta de Jesus àqueles que se tornaram mornos na fé e se afastaram do “fogo” que mantém a vida espiritual ativa.
A fé precisa permanecer no fogo
Cristiane explicou que, assim como a comida perde o calor quando alguém a retira do fogo, a pessoa também pode esfriar espiritualmente quando deixa de praticar a fé.
“Para eu estar quente, eu tenho que estar no fogo.”
A partir dessa comparação, ela mostrou que dificuldades, conflitos e situações que exigem uma reação podem revelar o estado espiritual de uma pessoa. Diante de um problema, é preciso agir: orar, buscar a Deus, pedir perdão, conversar ou tomar a atitude necessária para resolver a situação.
Por outro lado, quem está morno na fé tende a permanecer parado. Em vez de aproveitar as situações para se aproximar de Deus e rever as próprias atitudes, pode escolher guardar aquilo que precisa ser eliminado.
Nesse sentido, Cristiane explicou que conflitos e injustiças também podem revelar questões que precisam ser enfrentadas, como orgulho, egoísmo, vaidade e maus olhos.
O fogo revela
Cristiane destacou que permanecer na fé também envolve passar por situações que revelam aquilo que ainda precisa ser trabalhado e retirado do coração.
Ela explicou que o ouro passa pelo fogo para ser apurado. Da mesma forma, situações difíceis podem revelar características que a pessoa não percebe em si mesma. Quando isso acontece, é preciso olhar para dentro e permitir que Deus trabalhe para mudar aquilo que precisa ser transformado.
Bons olhos também exigem decisão
Ainda a partir da mensagem à Igreja de Laodiceia, Cristiane explicou que ter bons olhos nem sempre significa enxergar aquilo que é mais confortável. Muitas vezes, é preciso contrariar a própria vontade e escolher uma atitude de acordo com a Palavra de Deus.
Assim, segundo ela, o “colírio” mencionado por Jesus representa um processo que pode arder, mas também permite limpar e enxergar a realidade de outra maneira.
Não reconhecer a própria condição
Outro ponto destacado por Cristiane foi a declaração dos moradores de Laodiceia: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta”. Para ela, um dos maiores perigos da mornidão espiritual está justamente na dificuldade de reconhecer a própria condição.
Por isso, Cristiane ressaltou que a mornidão não depende apenas de atitudes consideradas abertamente erradas. Uma pessoa pode não estar cometendo erros visíveis ou graves e, ainda assim, estar distante do Altar e do fogo da fé.
Jesus ainda chama ao arrependimento
Apesar da repreensão dirigida à Igreja de Laodiceia, Cristiane ressaltou que a mensagem de Jesus também revela o Seu amor. O texto bíblico diz: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.” (Apocalipse 3:19)
Em seguida, Jesus afirma: “Eis que estou à porta e bato.” (Apocalipse 3:20)
Cristiane destacou que o arrependimento exige reconhecer a própria condição e colocar Jesus acima do conforto, das dificuldades e até da própria vontade. Para ilustrar esse princípio, ela também mencionou a atitude de Zaqueu, que reconheceu seus erros e decidiu mudar.
A promessa para quem vencer
Por fim, Cristiane destacou a promessa feita por Jesus aos que vencerem: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono.” (Apocalipse 3:21)
A reflexão sobre Laodiceia encerrou a série das sete igrejas do Apocalipse com um chamado à vigilância, ao arrependimento e à perseverança. Permanecer no “fogo” da fé exige decidir diariamente permitir que Deus revele o que precisa mudar e retirar do coração aquilo que impede o crescimento espiritual.
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