Vida dupla: ex-pastora relata crise, vícios e colapso familiar

Ana Lúcia conta como mantinha uma imagem na igreja enquanto enfrentava dependência, conflitos em casa e pensamentos suicidas

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Manter uma vida dupla — com aparência de equilíbrio por fora e caos por dentro — levou Ana Lúcia Vieira a um colapso emocional, familiar e pessoal. Em seu testemunho, ela relata como viveu por anos entre discursos religiosos e uma rotina marcada por vícios, conflitos e sofrimento silencioso, até finalmente reconhecer que precisava de ajuda para mudar de vida.

Vida dupla e engano constante

Durante cerca de três anos, Ana Lúcia ocupou cargos de liderança em diferentes igrejas. De acordo com ela, alternava períodos de envolvimento com a instituição e afastamentos frequentes — sempre acompanhados por recaídas. “Eu ficava seis meses na igreja e seis meses fora. E quando eu me afastava, eu bebia. Além disso, eu já tinha o vício de cigarro desde os 14 anos.”

Mas mesmo retornando rapidamente às funções pastorais, ela admite que escondia comportamentos que não mudavam. “Colocava vestes longas, entregava visão, revelação, profetizava sobre a vida das pessoas, mas o cigarro eu não deixava. Eu me enganava e enganava o povo.”

Crise emocional, casamento destruído e culpa

A contradição entre o discurso público e a realidade privada cobrava um preço alto. Dentro de casa, Ana Lúcia descreve um ambiente marcado por conflitos constantes. “Na minha casa era confusão, muita briga, muito desentendimento. Meu casamento era conturbado.”

Ela relata agressões verbais e emocionais contra o marido e as filhas. “Eu agredia muito minhas filhas, agredia meu esposo com palavras.”

A situação chegou a um ponto extremo, com pensamentos suicidas e esgotamento físico. “Cheguei a pensar em amarrar uma corda no meu pescoço e dar cabo da minha vida. Eu não tinha sossego, não tinha paz.”

Insônia, perturbação e impacto nos filhos

O sofrimento também se manifestava no corpo. “Uma vez eu fiquei 21 dias sem conseguir dormir.”

O impacto emocional atingiu diretamente a família, especialmente uma das filhas. “Quando amanhecia, ela estava com os braços cortados, procurando a morte.”

Assim, ela começou a questionar a própria vida.

Quando ela decide buscar ajuda

Mesmo relutante por um tempo, Ana Lúcia decidiu procurar ajuda fora do ambiente que frequentava até então. “Entrei pelas portas da Igreja Universal e comecei a ouvir. E o que mais a marcou foi a forma como fui acolhida. Eles cuidaram de mim sem julgamento. Não perguntaram quem eu era, de onde eu vim, nem o que eu tinha para oferecer.”

Para saber como está a vida de Ana Lúcia hoje, assista ao vídeo completo abaixo.

Por isso:

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: Reprodução