Vicaricídio: Brasil avança na proteção às mulheres com nova lei contra violência extrema

Entenda o que é essa forma de violência e como a nova medida busca proteger mulheres e famílias

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O Brasil deu um passo importante no combate à violência contra a mulher. Nesta semana, o Senado aprovou a criação do vicaricídio como crime autônomo e hediondo, com pena que pode variar de 20 a 40 anos de prisão.

Embora o termo pareça complexo, o significado é claro: trata-se do assassinato de filhos, parentes ou pessoas próximas de uma mulher com o objetivo de fazê-la sofrer emocionalmente.

Nesse sentido, o agressor não atinge diretamente a mulher. Em vez disso, ele usa alguém que ela ama como forma de punição, controle ou vingança.

Relembre o caso do pai que matou os filhos, recentemente, em Itumbiara (GO).


Como a lei funciona na prática

De acordo com o texto aprovado, a nova legislação define o vicaricídio como o ato de matar alguém ligado à mulher — como filhos, pais, enteados ou pessoas sob sua responsabilidade — dentro de um contexto de violência doméstica.

Além disso, a pena pode ser ainda maior em situações específicas, como quando:

  • O crime acontece na presença da mulher
  • A vítima é criança, idoso ou pessoa com deficiência
  • Há descumprimento de medida protetiva

Até então, esses casos eram tratados como homicídio comum, sem considerar a motivação emocional por trás do crime. Agora, passam a ter uma classificação própria.


Por que essa lei é importante

Com a nova tipificação, o crime passa a ser reconhecido de forma mais clara, o que:

  • Facilita a identificação e registro dos casos
  • Fortalece a proteção de mulheres em risco
  • Permite ações mais rápidas por parte das autoridades

Além disso, ao ser classificado como crime hediondo, o vicaricídio terá punições mais rigorosas, sem direito a fiança e com regras mais duras para progressão de pena.


Um alerta sobre a violência emocional

Casos como esse mostram até onde pode chegar a violência dentro de um relacionamento abusivo. Muitas vezes, o sofrimento começa com atitudes aparentemente menores, mas pode evoluir para situações extremas.

Por isso, é fundamental buscar ajuda ao perceber sinais de abuso, controle ou manipulação.

Godllywood Autoajuda

Neste sábado (28), às 18h, por exemplo, acontece o Godllywood Autoajuda, no Templo de Salomão, em SP, com transmissão para todo o país pelo UNIVER Vídeo. O encontro é destinado às mulheres, e as participantes receberão orientações práticas que ajudam no dia a dia. Além disso, o encontro proporcionará um momento de reflexão e aprendizado voltado para os desafios que muitas mulheres enfrentam na rotina, seja na vida espiritual, familiar ou profissional.

Pastor Online

O Pastor Online é outro canal que realiza um trabalho de atendimento voluntário totalmente gratuito de apoio emocional e espiritual. Você pode acessar aqui e falar com algum pastor 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Por fim, este é um serviço de utilidade pública para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas. É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

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Colaborador

Redação / Foto: Istock