Vacina contra COVID-19 entra em segunda fase de testes
Medicamento será aplicado a 600 voluntários
A Food and Drug Administration (FDA), agência que controla e regulamenta medicamentos nos Estados Unidos da América (EUA) aprovou a segunda fase de testes de uma vacina contra a COVID-19.
Antes que essa aprovação ocorresse, houve uma primeira fase de testes. Nela, 45 adultos saudáveis receberam a vacina para que fosse testada a dosagem segura em seres humanos.
Agora, na segunda fase, mais 600 voluntários serão vacinados. Essas pessoas serão acompanhadas durante meses para que possíveis efeitos-colaterais sejam registrados.
Caso tudo corra bem, uma terceira fase terá início, envolvendo milhares de voluntários. Isso ocorrerá entre dezembro de 2020 e março de 2021.
Após essas três etapas a FDA estudará a liberação da vacina para o público em geral.
Austrália também inicia testes em humanos
O governo australiano também iniciou o teste de uma vacina contra a COVID-19 em humanos. No caso, é uma vacina já existente: a Bacillus Calmette-Guérin (BCG).
A BCG é aplicada em recém-nascidos na maior parte do mundo. No Brasil, ela é a primeira vacina obrigatória de um bebê.
Esse medicamento foi desenvolvido para o combate à tuberculose, mas estudos anteriores comprovaram sua eficácia na luta contra outras infecções. Isso se deve, em parte, ao poder que a BCG tem de melhorar o sistema imunológico do ser humano.
O teste australiano durará seis meses e envolverá 500 voluntários que estão atuando neste momento no combate à COVID-19, como médicos e enfermeiros. Metade receberá a vacina e outra metade receberá placebo.
A diretora do Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, responsável pelos testes, Kathryn North AC declarou à imprensa local:
“Este estudo permitirá que a eficácia da vacina contra os sintomas da COVID-19 seja testada adequadamente. E pode ajudar a salvar a vida de nossos heroicos profissionais de saúde da linha de frente”.
Outros países, como Alemanha, Reino Unido e Holanda, também estão realizando testes semelhantes. Caso a eficácia seja comprovada, os resultados podem ajudar no desenvolvimento de um remédio focado no combate à COVID-19.
Outras regiões do mundo também estão testando vacinas em humanos. Clique aqui e conheça o estudo conduzido por Nova York, atual epicentro da pandemia.
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