Uso da inteligência artificial para interpretar a Bíblia acende alerta entre cristãos

Pesquisa mostra que líderes cristãos demonstram preocupação com o uso da tecnologia na interpretação das Escrituras

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O avanço da inteligência artificial também chegou ao estudo da Bíblia. Hoje, ferramentas digitais conseguem responder a perguntas sobre passagens bíblicas, explicar conceitos e até oferecer interpretações das Escrituras. No entanto, esse uso tem despertado preocupação entre líderes cristãos, especialmente quando a tecnologia passa a ocupar o lugar da reflexão pessoal, da orientação espiritual e da busca pela direção do Espírito Santo.

Por que importa:

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que pastores e cristãos demonstram preocupação com possíveis interpretações equivocadas da Bíblia produzidas por ferramentas de inteligência artificial. O receio é que respostas geradas automaticamente sejam recebidas como orientação espiritual sem que o usuário verifique o contexto bíblico ou busque discernimento sobre o conteúdo apresentado.

Os números:

Uma pesquisa realizada pela Barna em parceria com a Gloo mostrou como pastores, cristãos praticantes e outros adultos norte-americanos enxergam o uso da inteligência artificial em questões relacionadas à fé:

  • 94% dos pastores demonstram preocupação com a possibilidade de a inteligência artificial interpretar a Bíblia de maneira equivocada;
  • 83% dos cristãos praticantes compartilham dessa preocupação, índice que chega a 74% entre os demais adultos norte-americanos consultados;
  • 60% dos líderes defendem que a tecnologia apresente diferentes perspectivas, sem determinar qual delas seria a correta;
  • 33% dos entrevistados consideram que orientações oferecidas pela IA podem ter valor semelhante ao aconselhamento de um líder religioso.

Entrelinhas:

Os dados levantam uma questão importante: até que ponto uma ferramenta tecnológica deve participar da interpretação de assuntos relacionados à fé? Embora a inteligência artificial possa auxiliar na busca por informações, para o cristão ela não substitui a meditação na Palavra de Deus nem o discernimento espiritual.

O verdadeiro risco:

As Sagradas Escrituras não representam um mero banco de dados digitais. Pelo contrário, elas contêm espírito e vida. Assim, quando o cristão deposita sua confiança em robôs para guiar sua alma, ele abre brechas perigosas para a dúvida e o desvio da fé.

O que fazer:

A tecnologia pode servir como ferramenta de apoio, mas não deve substituir a comunhão com Deus, a oração, a leitura da Bíblia e os ensinamentos recebidos no Altar.

Ajuda tecnológica:

Quando utilizada como apoio, a tecnologia também pode facilitar o acesso a conteúdos voltados ao estudo das Escrituras. Uma das opções é a Bíblia Comentada pelo Bispo Edir Macedo, disponível na versão digital e também em edição impressa.

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Da Redação / Foto: iStock