Universal da África do Sul doa toneladas de alimentos

Arrecadação atendeu 613 famílias que passavam fome e continua para atender ainda mais. Metade dos sul-africanos vive na pobreza

Imagem de capa - Universal da África do Sul doa toneladas de alimentos

Os programas sociais mantidos pela Igreja Universal do Reino de Deus na África do Sul já arrecadaram 10 toneladas de alimentos não perecíveis para alimentar, emergencialmente, 613 famílias carentes em diversas províncias do país.

Em todas nações alcançadas pela pandemia, a população carente é a que mais sofre com o chamado lockdown (bloqueio, em inglês), que significa a paralisação da movimentação nas cidades e impede qualquer atividade econômica local.

Além das cestas básicas, a Universal sul-africana produziu e está distribuindo um folheto explicativo de como se prevenir contra a Covid-19.

Embora a África do Sul seja o país mais industrializado do continente, mais da metade dos sul-africanos vive na pobreza, segundo o Instituto Sul-Africano de Relações Raciais (IRR). O desemprego também é alarmante, pois 27,1% da população está sem trabalho.

Para o responsável pela Universal no país, Marcelo Pires, muitas famílias necessitam de doações de alimentos, pois não têm nenhuma renda para comprar comida.

“Estamos nos mobilizando para ajudar as pessoas que ficaram impossibilitadas de trabalhar. Algumas perderam o emprego em consequência da pandemia e também outros milhares que tinham um trabalho informal. Ambos estão impossibilitados de prover suas famílias. Sem contar os idosos, que dependiam da ajuda de familiares e amigos, mas no momento estão em confinamento e sem nenhum auxílio”, relata.

Quando os voluntários dos programas sociais chegaram na residência da vendedora ambulante Joyce Khoza, ela estava desesperada pois não sabia como sustentaria as cinco pessoas que moram com ela. “Na noite passada, fizemos nossa última refeição e não tínhamos mais nada para comer. Estou surpresa em receber esses alimentos e em paz por saber que agora não vou dormir sem ter nada para comer”, contou.

Não foi diferente na casa de Margret Diphaphang, de 62 anos. Os voluntários se depararam com a geladeira cheia de garrafas com água e um pouco de pão, que ainda lhe restava. Confinada em casa, ela não tem como receber ajuda. Depois de receber a doação, a idosa ficou contente e disse que duvidava que receberia ajuda de alguém.

imagem do author
Autor

UNICom / Fotos: Cedidas