Uma mãe, um filho e uma batalha inesperada
O que começou com uma forte dor de cabeça colocou Ednaldo Alves da Silva e sua mãe diante de uma situação que ameaçava mudar para sempre a vida dos dois
Em maio de 2024, Ednaldo Alves da Silva, de 24 anos, designer gráfico, sentiu uma forte dor de cabeça enquanto trabalhava. No dia seguinte, a febre chegou perto dos 40 graus. Durante uma semana, ele procurou atendimento, mas não obteve um diagnóstico.
Seu estado só piorou: a barriga inchou, ele deixou de fazer suas necessidades e perdeu a força nas pernas.
A mãe, Sueli Alves da Silva, de 49 anos, auxiliar de serviços gerais, acreditava inicialmente que o filho estivesse com dengue e decidiu levá-lo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ednaldo precisou sair de casa carregado. Exames descartaram dengue e covid-19.
Transferido para outro hospital, ele recebeu o diagnóstico de encefalite. Passou a ter delírios, perdeu os movimentos das pernas e das mãos, precisou usar fralda e sonda e teve órgãos afetados. Havia, inclusive, risco de sequelas e até de morte.
A batalha da fé
Para Sueli, ver o único filho naquela condição era uma realidade difícil de suportar. Mas, enquanto permanecia ao lado dele no hospital, decidiu que não permitiria que o medo determinasse o desfecho daquela história. Ela participava das reuniões às terças-feiras na Universal, fazia votos e propósitos, orava e levava a água consagrada a Deus para Ednaldo. “Eu nunca deixei de acreditar. Eu cria que Deus ia me devolvê-lo do jeito que ele sempre foi, com saúde”, afirma.
Uma oração na madrugada
Ednaldo também enfrentava uma batalha silenciosa. Nos momentos de lucidez, pensamentos de que jamais sairia daquela cama ou de que permaneceria dependente de outras pessoas passaram a atormentá-lo. Até que, durante uma madrugada, chegou ao seu limite e fez a seguinte oração: “Deus, não é possível que o Senhor me livrou de tantas coisas para eu morrer dessa forma aqui. Eu não aceito morrer aqui. Eu vou sair daqui e não quero ficar dependente das pessoas. Quero depender do Senhor”.
O primeiro de muitos passos
Depois de 22 dias internado, chegou o momento que mãe e filho guardam como a grande virada daquela história. Sueli havia levado novamente a água consagrada ao hospital. Após orar pelo filho, saiu do quarto por alguns instantes. Quando retornou, encontrou Ednaldo de pé. Até os médicos se surpreenderam.
Ednaldo conta que, antes de dormir, havia dito a Deus que, se voltasse a andar, usaria suas pernas para ganhar almas. Enquanto dormia, a mãe lhe deu a água. Ao acordar, percebeu que seus lábios estavam molhados e sentiu algo diferente: notou que conseguia mexer os dedos dos pés. Então, afastou o cobertor, saiu da cama e deu alguns passos. “Eu era como uma criança aprendendo a andar”, relembra.
O começo de uma nova vida
A melhora foi contínua. Ele voltou a se alimentar sozinho, a se levantar da cama e a tomar banho. Depois de 29 dias de internação, recebeu alta. Ainda permaneceu cerca de um mês com sonda e precisou fazer exercícios em casa para recuperar totalmente a força das pernas.
Hoje, Ednaldo corre, joga futebol, trabalha e afirma que a experiência transformou sua relação com Deus. “Antes, eu achava que nada podia me afetar. Mas, às vezes, certas situações acontecem para abrir nossos olhos e mostrar que somos apenas seres humanos. Ninguém é feito de ferro. Isso serviu também para me aproximar mais de Deus”, finaliza.
Entenda a encefalite
É uma inflamação do cérebro, geralmente associada a uma infecção. Os vírus são os agentes causadores mais comuns, mas bactérias, fungos e alterações do sistema imunológico também podem desencadear a doença. O diagnóstico é baseado nos sintomas e pode incluir exames laboratoriais e de imagem. Nos casos mais graves, podem ocorrer alterações neurológicas, e a recuperação completa pode levar meses. Quando há lesão cerebral, algumas sequelas podem ser permanentes.
Fonte: Hospital Albert Einstein
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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