Uma decisão que a levou à cura

Os tratamentos contra um câncer maligno não traziam a resposta esperada, mas Célia Alves descobriu o caminho para vencer a doença

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Em 2018, durante um autoexame, Célia Alves, hoje com 59 anos, percebeu um pequeno caroço no seio. Segundo ela, era algo quase imperceptível e semelhante a uma espinha. Ela achou que não fosse nada grave e que, com o passar do tempo, desapareceria. No entanto, em vez de diminuir, o caroço cresceu rapidamente e, em pouco tempo, atingiu impressionantes 14 centímetros. As dores intensas a obrigaram a procurar ajuda médica e o diagnóstico confirmou o que Célia temia: era um câncer maligno.

Ela conta como reagiu à confirmação da doença: “No início, assustada, evitei dar continuidade aos exames. Isso fez com que a doença avançasse ainda mais. Quando finalmente iniciei o tratamento, fui submetida a diversas sessões de quimioterapia e radioterapia, mas nada parecia funcionar. O tumor não reduzia, mas, pelo contrário, só piorava. Cheguei ao fundo do poço quando fui informada de que, se o tumor não diminuísse, não haveria possibilidade de cirurgia e o tratamento passaria a ser apenas paliativo, até que eu morresse”.

Neoplasia maligna tripla

É o mais agressivo dentre os cânceres de mama. Isso porque ele é negativo para os três biomarcadores mais importantes na classificação e definição do tratamento do câncer de mama. Apesar disso, se detectado precocemente, há perspectivas de cura.

O diagnóstico é feito por meio de biópsia. A estratégia de tratamento adotada é a quimioterapia, além de cirurgia e radioterapia. 

As maiores taxas de recidiva ocorrem nos primeiros três anos após o diagnóstico e também de metástases para órgãos e tecidos distantes, através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.

Fonte: A. C. Camargo Cancer Center.

Constatação dolorosa

Célia estava firme na fé havia mais de 20 anos e, diante do agravamento do seu quadro de saúde, revoltou-se e iniciou uma profunda autoanálise, conforme relata: “Se Jesus levou sobre Si as nossas enfermidades, por que eu estava naquela condição? Eu me questionava. Foi nesse processo que, com a ajuda do meu atual esposo, usado por Deus, percebi algo que até então ignorava: havia uma mágoa profunda guardada dentro de mim, um ressentimento antigo, relacionado a uma grande decepção amorosa”.

Isso porque seu ex-marido a abandonou após 20 anos de casamento, o que a marcou profundamente. Contudo, com o passar do tempo e o fato de ter se casado novamente e reconstruído sua vida amorosa, ela acreditou que já havia superado a situação e perdoado o ex-marido. A verdade, porém, é que aquele sentimento permanecia enraizado em seu íntimo. “Aquilo que eu dizia ter perdoado ainda estava no meu coração. Eu vivia murmurando e falando mal do meu ex. Aquela ferida emocional não tinha sido curada de verdade”, admite.

No entanto essa foi apenas uma das constatações a que Célia chegou. Ela também percebeu que sua condição espiritual estava pior do que imaginava. “Eu percebi que o Espírito de Deus também havia se afastado de mim, porque tudo estava dando errado. Eu já não conseguia ler a Bíblia e não conseguia fazer mais nada”, revela.

Em busca da cura principal

Ao chegar a conclusões tão dolorosas, Célia mudou o foco. Embora continuasse o tratamento, que até então não apresentava os resultados esperados, sua principal preocupação passou a ser a cura da alma e não mais apenas a do corpo.

Naquele período, ela participava das reuniões do Jejum dos Impossíveis, realizadas aos sábados na Universal. “Entendi que precisava me humilhar diante de Deus, tirar de dentro de mim o orgulho e a mágoa”, relata. Foi então que decidiu fazer um propósito de fé: “Escrevi em um papel todas as mágoas e ressentimentos que existiam dentro de mim e os queimei. Em sinal de humilhação, arrependimento e entrega, vesti um pano de saco e derramei as cinzas sobre a minha cabeça. Mesmo debilitada, fiz um jejum de 24 horas e não tomei o remédio para a dor, que era terrível. Meu clamor não era apenas pela cura do corpo, mas pela minha salvação”, destaca.

No entanto, ainda faltava uma atitude crucial: pedir perdão a quem lhe havia causado tanta dor. “Pedi misericórdia a Deus e que Ele colocasse no meu caminho a pessoa que tinha me feito mal. No dia seguinte, fui ao supermercado e encontrei meu exmarido. Constrangida, eu o chamei, pedi perdão e ele seguiu o caminho dele em paz”, afirma.

Alma curada, corpo sadio

No mesmo dia, Célia já começou a ver os reflexos da mudança espiritual em seu corpo. “Após o perdão, o tumor, que já estava necrosando, estourou. Durante três meses, saiu dele uma secreção que, segundo os médicos, se tivesse atingido a corrente sanguínea, me levaria à morte. Para a honra e glória do Senhor Jesus, no entanto, isso não aconteceu”, comemora.

Ela conta que passou a beber e lavar o local com a água que era consagrada durante as reuniões na Igreja, a quimioterapia começou a surtir efeito, a cirurgia foi realizada com sucesso e a recuperação foi rápida. “O mais importante de tudo é que fui restaurada espiritualmente e recebi novamente o Espírito Santo”, declara. Hoje, Célia está completamente curada. Ela recebeu alta definitiva e vive uma nova vida. Segundo ela, essa foi a maior lição: “Aprendi que tudo começou no coração. Como diz a Palavra de Deus em Provérbios 4:23: ‘Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida’”, conclui.

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos: Cedidas e arquivo pessoal