Um vazio que atravessou a infância

A história de uma jovem que passou anos tentando preencher uma ausência que marcaria toda a sua vida

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A vendedora Dayana Portelinha, de 26 anos, perdeu o pai, que foi vítima de infarto, antes de completar cinco anos. Apesar de ter crescido com a presença da mãe, a ausência da figura paterna marcou profundamente sua vida e gerou um vazio que a acompanhou por anos. Durante a infância e parte da adolescência, Dayana manteve-se muito apegada aos objetos do pai e acreditava que adotar seus hábitos a aproximaria dele, mesmo sem tê-lo conhecido de fato.

Reflexos da infância

Essa carência refletiu em suas relações. No período escolar, ela fazia amizade apenas com meninos, buscando, de forma inconsciente, a atenção masculina de que sentia falta. A partir dos 15 anos, com o início da vida amorosa, ela viveu experiências frustrantes, marcadas por insegurança, crises de ciúmes e pelo medo constante de ser abandonada.

Seus três primeiros relacionamentos terminaram rapidamente. A atenção que recebia nunca parecia suficiente e, quando encontrava alguém disposto a cuidar dela, acabava se afastando.

Tentativas frustradas

Entre seus interesses estavam a frequência a pubs (estabelecimento comercial voltado principalmente ao consumo de bebidas alcoólicas) e festas temáticas de Halloween.

Nesse período, na tentativa de preencher o vazio interior, ela passou a frequentar algumas igrejas. No entanto Dayana não conseguia se envolver verdadeiramente com as coisas de Deus nem encontrar o real significado de uma vida com Ele. Essas iniciativas malsucedidas só aumentavam sua tristeza e ansiedade, tornando-a extremamente sentimental e dependente de qualquer fonte momentânea de alegria. Além disso, sua dor a levou a desenvolver um comportamento explosivo.

Socorro espiritual

Pouco antes da pandemia de covid-19, em 2020, Dayana levava uma vida aparentemente estável: frequentava uma igreja evangélica com a mãe, mantinha um relacionamento duradouro e tinha um bom emprego. Ainda assim, ela sentia que nada disso a completava.

Durante o isolamento social, ela e a mãe passaram a assistir ao programa Fala Que Eu Te Escuto, o que lhe trazia uma sensação de paz. Após a pandemia, elas tentaram visitar a Universal, mas não conseguiram. “A Igreja Universal fica a poucos quarteirões da nossa casa, mas não conseguíamos enxergá-la”, diz.

Certo dia, ao sair do trabalho, recebeu um convite para conhecer a Força Jovem Universal (FJU). “Eu aceitei, mas acabei não indo”, conta. Mesmo assim, o desejo de se aproximar de Deus permanecia. Tempos depois, ela conseguiu o endereço da Igreja com a jovem que lhe fizera o convite anteriormente e, dessa forma, chegou à Universal. “Sempre que acompanhava minha mãe aos cultos, eu sentia que aquele era o lugar onde eu deveria estar.”

Apesar de se sentir bem na Igreja, algo ainda a entristecia e lhe causava culpa: manter um relacionamento que não agradava a Deus.

Foi preciso sacrificar

Apesar de orgulhosa e pouco disposta a mostrar fragilidade, ela reconheceu que apenas em Deus encontraria a paz que buscava havia anos. Sua libertação, depois que se entregou por meio do batismo nas águas, foi rápida. Durante uma oração, ela sentiu um profundo alívio na alma.

Embora já tivesse colocado quase tudo no Altar, ela ainda mantinha um namoro de quase dois anos, mas, como o parceiro não demonstrava disposição para mudar seus hábitos, ela entendeu que precisava entregá-lo a Deus. Durante a Fogueira Santa, ela tomou a decisão de encerrar o relacionamento. “Eu entendi que Deus também nos pede para entregarmos pessoas em Seu Altar, para que Ele ocupe o primeiro lugar em nós”, afirma.

Nova vida

Depois de cinco meses firmada com Deus – fazendo propósitos de oração na madrugada e se consagrando por meio da leitura da Bíblia –, ela recebeu o Espírito Santo.

“Quando Ele veio sobre mim, todo o vazio que eu sentia foi preenchido por alegria e paz”, relata.

Hoje, ela tem uma nova vida e não depende mais do cuidado de ninguém para ser feliz. Ela dedica parte do seu tempo para falar de Jesus e levar esperança a quem sofre e, dessa maneira, oferecer aos outros aquilo que um dia recebeu.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: cedida e arquivo pessoal