Um diagnóstico grave e a luta pela vida
Quando enfrentou um quadro de saúde considerado crítico, Edelcira dos Santos encontrou forças na fé para superar o período mais difícil de sua vida
Em janeiro de 2025, a autônoma Edelcira dos Santos, de 53 anos, começou a sentir, repentinamente, fortes dores de cabeça, acompanhadas de crises frequentes de vômito.
Com a persistência dos sintomas, ela procurou ajuda médica. Edelcira foi ao hospital várias vezes e sempre relatava as mesmas dores. A cada consulta, porém, a conclusão clínica era diferente, como recorda: “Os médicos nunca chegavam a um resultado definitivo. Alguns diziam que poderia ser sinusite e outros, enxaqueca. As dores, contudo, eram tão intensas que, por vezes, eu fui ao hospital pela manhã e voltei à noite no mesmo dia”.
O diagnóstico
Após cerca de um mês nessa situação, ela foi submetida a exames e o diagnóstico foi neurocriptococose, uma infecção causada por fungos que atinge o sistema nervoso central. Edelcira lembra que, ao ouvir o resultado do exame, ficou abalada, principalmente ao entender que as lesões eram neurológicas.
Ela relata o que ocorreu posteriormente: “A situação era tão grave que fui internada imediatamente. O médico me disse que meu quadro era muito sério e que eu precisaria fazer um longo tratamento”.
Durante o período de internação, ela ficou bastante debilitada, pois não conseguia se alimentar, o que lhe causava fraqueza física e reações intensas às medicações. “Eu emagreci cerca de sete quilos. Já não conseguia andar sozinha e, várias vezes ao dia, tinha crises de vômito”, afirma.
O que é neurocriptococose?
A neurocriptococose é uma infecção fúngica que acomete o sistema nervoso central, causada principalmente pelos fungos Cryptococcus neoformans ou Cryptococcus gattii. Trata-se de uma meningite fúngica oportunista, que pode evoluir para uma forma grave se não for diagnosticada e tratada precocemente.
Como ela age?
O fungo geralmente penetra no organismo pela via respiratória, por meio da inalação de esporos presentes no ambiente. A partir dos pulmões, ele pode se disseminar pela corrente sanguínea até alcançar o sistema nervoso central. Uma vez no cérebro e nas meninges, ele provoca inflamação e aumento da pressão intracraniana, comprometendo as funções neurológicas.
Quem corre mais risco?
Os grupos mais vulneráveis são pacientes imunossuprimidos, como pessoas que vivem com HIV/aids, transplantados e indivíduos que fazem uso prolongado de corticoides ou imunossupressores. No caso do Cryptococcus gattii, mesmo pessoas imunocompetentes podem desenvolver a doença, embora isso seja menos frequente.
Quais são os principais sintomas?
- Cefaleia persistente e intensa;
- Febre;
- Náuseas e vômitos;
- Alterações visuais;
- Rigidez de nuca;
- Confusão mental, alterações de comportamento ou sonolência; e
- Em casos mais avançados, convulsões e déficits neurológicos focais.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por meio da análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), obtido por punção lombar. Exames como a pesquisa direta do fungo, cultura, teste de antígeno criptocócico e exames de imagem — como tomografia computadorizada ou ressonância magnética — auxiliam na confirmação da infecção e na avaliação de possíveis complicações.
Há tratamento?
O tratamento é baseado no uso de antifúngicos potentes e geralmente é dividido em duas fases:
- Indução: uso de anfotericina B associado à flucitosina, com o objetivo de reduzir rapidamente a carga fúngica.
- Manutenção: fluconazol em doses prolongadas, para prevenir recidivas.
O manejo clínico também inclui o controle da pressão intracraniana e o acompanhamento neurológico rigoroso.
Fonte: João Lima , Neurocirurgião.
Sem perspectivas
Como não conseguia comer por conta própria, ela precisou ser alimentada por sonda. O momento mais difícil, segundo ela, foi quando precisou ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sete dias.
A luta dela continuou quando saiu da UTI, como declara: “Eu não conseguia ficar em pé. Foi desesperador me ver naquela situação. Quem me via ou avaliava o meu quadro clínico já não me dava mais perspectivas de melhora”.
A fé diante do problema
Ao viver uma situação tão desafiadora, Edelcira, que já frequentava a Igreja Universal e conhecia a Palavra de Deus, passou a praticar aquilo que tinha aprendido, conforme detalha: “Ainda que estivesse com pouca força física, eu usava a minha fé e determinava a minha cura. Eu usava a água consagrada e orava. Meu esposo e outras pessoas também oravam para que o milagre acontecesse”.
Depois de 30 dias de internação, Edelcira recebeu alta hospitalar. Ela, entretanto, ainda estava doente e o médico informou que ela precisaria continuar o tratamento em casa por cerca de um ano.
Apesar de não ter previsão de melhora, ela manteve a fé em Deus, a certeza da resposta d’Ele e conta o que aconteceu: “Voltei para casa, e ainda estava muito debilitada fisicamente, mas forte espiritualmente. Crendo no poder de Deus, aos poucos, fui percebendo melhoras. Com o passar dos meses, eu não tinha mais náuseas nem vômitos. Comecei a conseguir me alimentar e, depois, a andar”.
A resposta de Deus
Três meses depois de sair do hospital e após a realização de novos exames, ela recebeu a confirmação de que tinha sido curada e compartilha como reagiu: “Deus honrou a minha fé. Foi um milagre. Até porque, em uma das consultas com o infectologista, ele me disse: ‘Pelo que você passou, não era para você estar viva’”.
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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