Um acidente doméstico e 23 dias na UTI

Com 23% do corpo queimado, a empresária Sibelle dos Santos enfrentou o risco de morrer ou de deixar o hospital sem as pernas

Imagem de capa - Um acidente doméstico e 23 dias na UTI

Um acidente doméstico, ocorrido em 2018, deixou a empresária Sibelle Nascimento dos Santos, de 43 anos, com queimaduras de terceiro grau em 23% do corpo. “As queimaduras se concentraram nas minhas pernas, onde os ferimentos ficaram abertos. Eu sentia uma dor intensa, desesperadora e, num primeiro momento, lidava diariamente com o risco de morte”, relembra.

Ela conta que, por causa do risco de infecção hospitalar, ficou isolada por 23 dias na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). “Eu estava consciente o tempo todo. Não dormia de dor, medo e aflição. O que mais me marcou nesse período foi ver, no rosto dos médicos e enfermeiros, o risco que eu estava correndo ali. Era um olhar de aflição e de pena, como se estivessem se despedindo de mim. E o que eles diziam à minha família era que eu poderia morrer a qualquer momento.”

Queimadura

O que é: lesão causada pelo contato da pele com calor ou frio intensos, produtos químicos, eletricidade, radiação ou até alguns animais e plantas, como água-viva e urtiga.

Causas: as queimaduras térmicas são provocadas por fogo, líquidos ou vapores quentes, objetos aquecidos e excesso de exposição ao sol. As químicas acontecem quando substâncias agressivas entram em contato com a pele. Já as elétricas são causadas por descargas de energia.

Classificação: as queimaduras de 1º grau são mais superficiais e provocam vermelhidão, inchaço e dor. As de 2º grau atingem camadas mais profundas da pele e costumam formar bolhas. Já as de 3º grau são as mais graves, pois comprometem todas as camadas da pele e, em alguns casos, podem atingir até os ossos.

O que fazer na hora do acidente?

Coloque a área atingida em água corrente fria. Compressas frias também ajudam. Se houver sujeira no local, mantenha a região coberta com um pano limpo e úmido. Em casos de queimaduras extensas, químicas ou elétricas, procure atendimento médico imediato.

A prevenção ainda é o melhor caminho: manter as crianças longe da cozinha, virar o cabo das panelas para dentro do fogão e evitar o uso de líquidos inflamáveis perto do fogo são medidas que ajudam a prevenir acidentes.

Fonte: Ministério da Saúde

Corrida contra o tempo

Com o quadro de saúde estabilizado, o risco de morte diminuiu, porém surgiu um novo desafio: a possibilidade de amputação das pernas. “Passei por quatro cirurgias complexas de enxerto, em que os médicos precisaram retirar pele de partes saudáveis do meu corpo para cobrir as áreas atingidas. Uma ferida que compromete 23% do corpo não cicatriza sozinha, por isso foram procedimentos muito intensos”, detalha.

Sem mobilidade e com a cicatrização em andamento, a empresária emagreceu a ponto de pesar apenas 42 kg. “Fiquei muito tempo deitada, com as pernas elevadas, numa posição que parecia um ‘L’ ou um ‘U’, e o meu corpo acabou se acostumando assim. Nesse período, fui emagrecendo muito, a ponto de ficar sem pele suficiente para ajudar na recuperação. Cheguei a um estado tão debilitado que precisei me alimentar por sonda, porque já não conseguia me alimentar normalmente.”

Propósito Espiritual

Sibelle e a família já conheciam a fé ensinada na Universal, por isso não tiveram dúvidas sobre o que fazer ao se depararem com uma situação tão delicada aos olhos humanos: usar a fé na Palavra de Deus.

“Minha família começou a participar da Corrente dos 70 por mim. Eles levavam o lencinho e a água consagrada, enquanto eu, no quarto da UTI, ligava a televisão na programação da Igreja. Foi ali que comecei a minha guerra espiritual. Eu bebia a água consagrada, clamava a Deus e fiz um voto. Pedi a Deus que, se Ele me tirasse dali sem que eu morresse, sem perder as minhas pernas e sem sequelas, eu usaria as minhas pernas para ajudar pessoas aflitas. E assim aconteceu.”

ANTES

DEPOIS

Resposta de oração

O corpo de Sibelle passou a responder ao tratamento, de modo que o risco de amputação foi diminuindo, e ela recebeu alta médica. “Deus viu a minha fé e a fé da minha família e ouviu as nossas orações.”

Mesmo assim, muitos cuidados precisaram ser adotados em casa para a sua completa recuperação.

“Fiz cerca de um ano de fisioterapia e tratamentos para voltar a andar normalmente e hoje sou prova viva do poder da fé. Não morri, não tive as pernas amputadas, não fiquei com sequela alguma e fui curada. Assim como prometi a Deus, minhas pernas hoje estão mais apressadas do que nunca para salvar”, conclui.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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Colaborador

Cinthia Cardoso / Foto: Demetrio Koch e arquivo pessoal